A dançarina Scheila Carvalho usou as redes sociais para rebater críticas após revelar que a mãe, Eunice Ladeira, de 84 anos, trabalha vendendo churros nas ruas de Juiz de Fora.
Natural da cidade mineira, Scheila divulgava campanhas de apoio às vítimas das fortes chuvas que atingiram o município quando contou que o carrinho utilizado pela mãe ficou submerso durante a enchente. A declaração gerou questionamentos e comentários negativos na internet.

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“Trabalho também é propósito”, diz dançarina
Surpresa com a repercussão, Scheila afirmou que muitas pessoas criticaram o fato de sua mãe ainda trabalhar, alegando que ela teria condições financeiras para mantê-la aposentada.
“As pessoas começaram a questionar o fato da minha mãe ainda trabalhar, dizendo que isso é um absurdo porque eu sou rica, sou milionária. Talvez o que esteja faltando é entender que trabalho nem sempre é sobre necessidade. Muitas vezes é sobre propósito, autonomia, alegria de viver”, declarou.
Segundo a artista, a decisão de continuar vendendo churros parte exclusivamente da mãe, que encontra na atividade uma forma de se manter ativa e socialmente envolvida.
Recusa em se aposentar
Scheila contou que já tentou convencer a mãe a parar de trabalhar e até a se mudar para sua casa, onde vive com o marido, o cantor Tony Salles, mas não teve sucesso.
De acordo com a dançarina, Eunice faz questão de permanecer em Juiz de Fora e manter sua rotina. “Ela ama o que faz. É onde conversa, se distrai, se sente útil, independente, viva”, afirmou.
A artista também revelou que a mãe evita viajar, inclusive para férias, por medo de avião e navio, reforçando o quanto está enraizada na cidade.
Críticas e apelo por empatia
Além de defender a autonomia da mãe, Scheila questionou o foco das críticas, ressaltando que seu objetivo inicial era chamar atenção para as vítimas das enchentes e deslizamentos na cidade mineira.
“Respeito a escolha dela. O que realmente me entristece é ver que, diante de tanta tragédia que atinge tanta gente, ainda existe julgamento, mais do que empatia. No meio de tanta água, o que a gente mais precisa resgatar é a humanidade”, concluiu.








































