O cantor Justin Timberlake, de 45 anos, entrou com uma ação judicial para impedir a divulgação das imagens da câmera corporal da polícia relacionadas à sua prisão por dirigir sob efeito de álcool, ocorrida em junho de 2024. A informação foi divulgada pela revista People, que teve acesso aos documentos protocolados na Justiça.
De acordo com a petição apresentada no Supremo Tribunal do Condado de Suffolk, em Nova York, a defesa do artista sustenta que a liberação do vídeo representaria uma invasão de privacidade e poderia causar “danos graves e irreparáveis” à sua reputação pessoal e profissional.

Defesa alega exposição de informações sensíveis
Os advogados Edward Burke Jr. e Michael J. Del Piano afirmam que as imagens registradas pela bodycam mostrariam não apenas o interior do veículo do cantor, mas também detalhes considerados “íntimos e altamente sensíveis” sobre Timberlake e sua família.
Segundo o pedido judicial, a divulgação poderia expor informações médicas, familiares e outros dados confidenciais que, na visão da defesa, não seriam essenciais para garantir transparência sobre a atuação das autoridades.
A equipe jurídica solicita que o tribunal emita uma liminar proibindo a divulgação total ou parcial das imagens em eventuais pedidos feitos com base na Lei de Liberdade de Informação (FOIL). Também requer que o cantor ou a Justiça possam revisar previamente o conteúdo, com possíveis edições para proteger interesses de privacidade.
Relembre a prisão de Justin Timberlake
A prisão aconteceu em 18 de junho de 2024, após o artista deixar o American Hotel, em Sag Harbor, no estado de Nova York. Segundo relatório policial obtido pela People, Timberlake teria avançado uma placa de “pare” e não se mantido na faixa correta de rolamento enquanto dirigia um BMW 2025.
O documento descreve que o cantor apresentava olhos vermelhos e vidrados. Ele teria informado ao policial que havia consumido “um martini” e que estava apenas seguindo amigos para casa. Timberlake se recusou a realizar o teste do bafômetro e foi detido, passando a noite sob custódia antes de ser apresentado ao juiz na manhã seguinte.
Inicialmente acusado de dirigir embriagado, ele fechou um acordo judicial em setembro de 2024, declarando-se culpado de uma infração menos grave relacionada à condução sob efeito de álcool. Como parte da decisão, recebeu multa de US$ 500, sobretaxa de US$ 260, suspensão da carteira de habilitação por 90 dias e determinação para cumprir 25 horas de serviço comunitário. O cantor também foi obrigado a gravar um vídeo de conscientização sobre os riscos de dirigir alcoolizado.
Caso pode gerar novo embate judicial
O pedido para barrar o vídeo surge após o Departamento de Polícia da Vila de Sag Harbor receber uma solicitação formal para divulgar as imagens por meio da FOIL. Agora, caberá à Justiça decidir se o interesse público na transparência supera os argumentos de privacidade apresentados pela defesa.
O desfecho do caso pode abrir precedente importante sobre a divulgação de imagens de câmeras corporais envolvendo celebridades e figuras públicas nos Estados Unidos.










































