Uma operação de alta complexidade mobilizou equipes de emergência no último fim de semana em Longview, no leste do Texas (EUA), após um balão de ar quente ficar preso no topo de uma torre de comunicações a mais de 270 metros de altura. Duas pessoas — um homem e uma mulher — ficaram retidas no cesto da aeronave durante o incidente.
A ocorrência foi registrada na manhã de sábado. Assim que chegaram ao local, os bombeiros constataram que o balão estava enroscado a cerca de 274 metros do solo, em uma das torres mais altas da cidade, que tem pouco mais de 80 mil habitantes e fica a aproximadamente 190 quilômetros de Dallas.
Operação exigiu técnica e cautela
Mais de 12 bombeiros participaram da ação, que demandou planejamento minucioso e técnicas avançadas de resgate em altura. As equipes se posicionaram em diferentes níveis da torre para estruturar a retirada do casal. A escalada até o ponto onde estavam as vítimas levou cerca de uma hora.
No topo, os socorristas forneceram cordas e cintos de segurança para que o casal pudesse sair do cesto com proteção. Após a transferência para a estrutura da torre, foram necessários mais 60 minutos para estabilizar as vítimas antes do início da descida.
O retorno ao solo levou quase duas horas adicionais, refletindo o grau de cautela adotado na operação vertical. Após o resgate, os dois foram encaminhados a um hospital da região por precaução, segundo o chefe do Corpo de Bombeiros local.
Tensão a mais de 270 metros
Imagens registradas no local mostram o balão com o tecido multicolorido rasgado em alguns pontos e enrolado tanto nos cabos quanto na estrutura da torre. O cesto permaneceu suspenso abaixo, balançando com o vento enquanto os ocupantes aguardavam a chegada dos socorristas.
De acordo com o tenente Stephen Winchell, o momento em que o casal recebeu os cintos de segurança trouxe maior tranquilidade.
— Acho que eles se sentiram melhor quando colocamos os cintos de segurança neles — afirmou o oficial, destacando que o cesto oscilava com a brisa, o que aumentava a tensão da situação.
O tenente comparou o resgate a um dos cenários mais desafiadores de treinamento.
— Quando ensinamos cursos de resgate com cordas, este é exatamente o tipo de situação que descrevemos como o “Super Bowl” do resgate em altura — declarou.
Segundo ele, a equipe já havia discutido previamente hipóteses envolvendo acidentes na torre, como balões presos em linhas de energia ou em árvores próximas. No entanto, a ocorrência real combinou múltiplos fatores de risco em um único episódio.
— Só não esperávamos que esses dois cenários se unissem em um mesmo resgate a grande altura — acrescentou.
Caso será investigado
Na segunda-feira, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos anunciou que irá investigar o incidente envolvendo o balão modelo Cameron Z-77, utilizado no voo que terminou com o enrosco na torre.
As causas do acidente ainda não foram divulgadas.










































