Os responsáveis pelo espólio de Michael Jackson (1958-2009) passaram a responder a um novo processo judicial movido por quatro irmãos que acusam o cantor de abuso sexual durante a infância. A ação foi apresentada no Tribunal Federal do Distrito Central da Califórnia, segundo reportagem do Los Angeles Times.
Os autores do processo são Edward (Eddie), Dominic, Marie-Nicole e Aldo Cascio, filhos de Dominic Cascio Sr., amigo próximo do artista. Eles afirmam que os abusos teriam ocorrido ao longo de mais de uma década, quando alguns ainda tinham cerca de 7 anos.

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Acusações incluem grooming e uso de álcool
De acordo com o processo, Jackson teria adotado estratégias de aproximação conhecidas como grooming — quando um adulto estabelece vínculos com crianças com intenção de exploração sexual. Os irmãos também alegam que foram expostos a pornografia, incentivados a consumir bebidas alcoólicas e, em alguns casos, dopados.
Os Cascio eram frequentemente descritos como uma “segunda família” do cantor, acompanhando-o em turnês internacionais, viagens e datas comemorativas. Segundo a ação, os abusos teriam ocorrido em diferentes locais, incluindo o Rancho Neverland, na Califórnia, e durante viagens ao exterior.
Edward Cascio afirma ter sido abusado em visitas à residência de Elizabeth Taylor, na Suíça, e na casa de Elton John, no Reino Unido. O processo não aponta envolvimento dos dois artistas nas supostas ocorrências, mas menciona os imóveis como locais onde os fatos teriam acontecido.

Acordo de confidencialidade é contestado
Os quatro irmãos afirmam que permaneceram em silêncio por anos devido a um acordo de confidencialidade firmado com o espólio do cantor. O documento previa o pagamento de cinco parcelas anuais de aproximadamente US$ 690 mil para cada um, como compensação.
Agora, eles alegam que o valor foi insuficiente e que assinaram o acordo sob coação, sem plena compreensão de seus direitos legais. Na nova ação, pedem indenização adicional e a anulação do contrato firmado em 2019.
Defesa fala em “tentativa de obter dinheiro”
O advogado do espólio e da família Jackson, Marty Singer, classificou o processo como uma “tentativa desesperada de conseguir dinheiro”. Ele argumenta que os Cascio defenderam publicamente a inocência do cantor por mais de 25 anos, o que, segundo a defesa, contradiz as acusações atuais.
As primeiras denúncias públicas de abuso contra Michael Jackson surgiram no início da década de 1990. O cantor sempre negou as acusações ao longo de sua vida. O novo processo ainda deverá passar pelas etapas iniciais de tramitação na Justiça americana.










































