A vereadora Ana Carolina Oliveira fez um desabafo emocionante neste sábado (29) ao relembrar os 18 anos da morte da filha, Isabella Nardoni. Em publicação nas redes sociais, ela refletiu sobre a dor da perda e destacou a transformação do luto em luta pela proteção de crianças.
Ana Carolina contou que, por muito tempo, se questionou sobre como seria sua vida se a filha ainda estivesse presente. “E se hoje fôssemos cinco em casa? E se a Isabella tivesse conhecido os irmãos?”, escreveu. Para ela, a morte da menina representou uma “história interrompida”, mas que, com o passar dos anos, ganhou um novo significado.
Segundo a vereadora, a trajetória de Isabella passou a representar um legado maior, dando visibilidade a outras crianças em situação de vulnerabilidade. “Hoje eu entendo que ela deixou algo muito maior. Essa história não acabou ali”, afirmou.
Em outro trecho, Ana Carolina ressaltou que segue determinada a honrar a memória da filha, transformando a dor em voz ativa contra a violência infantil. “Lembrar dela não é apenas dor, é também lembrar que a violência precisa ser combatida. Se ela me deixou aqui para ser essa voz, assim eu vou honrar”, declarou.
Ela também destacou que, ao longo desses anos, encontrou apoio e propósito. “Hoje eu não estou só. Sigo por ela e por todas as outras crianças”, concluiu.
Relembre o caso
Isabella Nardoni morreu em 29 de março de 2008, aos 5 anos, após ser jogada do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo. O crime teve grande repercussão nacional e resultou na condenação do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá.
Ele foi sentenciado a mais de 31 anos de prisão, enquanto ela recebeu pena superior a 26 anos. Atualmente, ambos cumprem pena em regime aberto.
O caso segue como um dos mais marcantes da história recente do país e é frequentemente lembrado em debates sobre violência contra crianças.








































