A atriz Regina Duarte afirmou que não pretende retornar à política para ocupar cargos como ministra ou secretária de Estado. Em entrevista à Folha de S.Paulo, a artista avaliou sua passagem pela Secretaria Especial da Cultura do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que não tem interesse em assumir uma função semelhante novamente.
“Não, definitivamente não. Senão, eu teria ficado mais lá, lutado para proporcionar alguma coisa para a classe artística, para o povo brasileiro”, declarou.

Regina permaneceu à frente da Secretaria Especial da Cultura por 74 dias, período marcado por críticas e episódios que repercutiram nacionalmente. Entre eles, está a entrevista concedida à CNN Brasil, em maio de 2020, que foi interrompida após a exibição de um vídeo da atriz Maitê Proença. Na gravação, Maitê cobrava da então secretária medidas de apoio ao setor cultural durante a pandemia de Covid-19.
Na mesma entrevista, Regina também gerou controvérsia ao comentar as mortes ocorridas durante a ditadura militar. À época, ela afirmou: “A humanidade não para de morrer. Se você falar de vida, do lado tem morte”, declaração que recebeu críticas de diferentes setores.
Apesar da repercussão de sua passagem pelo governo, a atriz disse que não considera ter sofrido prejuízos pessoais por aceitar o convite para integrar a gestão federal.
“Não teve custo nenhum. Eu saí de lá depois de 74 dias, voltei para minha vida e segui magnificamente bem. Tem gente que não me perdoa até hoje de ter ido. Tem gente que não me perdoa até hoje de ter voltado”, afirmou.
Embora tenha descartado um retorno a cargos de ministra ou secretária, Regina Duarte evitou fechar completamente as portas para futuras participações na vida pública.
“Eu estou aberta. Eu estou viva. Quando a pessoa está viva, ela está aberta para o que der e vier. Ela pode dizer sim, ela pode dizer não. Está em aberto”, concluiu.











































