Mais de duas décadas após a morte de Aaliyah, novas alegações sobre o acidente aéreo que vitimou a cantora voltaram à tona. Barry Hankerson, tio da artista, acusa o próprio filho, Jomo Hankerson, de ter responsabilidade pelo planejamento da viagem que terminou na queda da aeronave em 2001.
As acusações fazem parte de uma disputa judicial entre pai e filho envolvendo a gravadora Blackground Records e os direitos sobre gravações e obras de artistas como Aaliyah, Toni Braxton, DMX e Timbaland.
Barry Hankerson responsabiliza filho por falhas na viagem
De acordo com documentos judiciais revelados pelo TMZ, Barry Hankerson afirma que Jomo recebeu pagamento para coordenar a logística de transporte da equipe durante as gravações de um videoclipe nas Bahamas.
Segundo a acusação, Jomo teria “falhado em sua responsabilidade” ao organizar os planos de viagem, permitindo que Aaliyah embarcasse na aeronave que caiu logo após a decolagem. Barry sustenta que o acidente poderia ter sido evitado caso o filho tivesse cumprido corretamente a função para a qual foi contratado.
Nos documentos, Barry também afirma que a relação entre os dois nunca mais foi a mesma desde a morte da cantora.
Relembre o acidente que matou Aaliyah
Aaliyah morreu em 25 de agosto de 2001, aos 22 anos, quando o bimotor Cessna 402B caiu poucos segundos após decolar das Bahamas com destino à Flórida, nos Estados Unidos. A aeronave caiu a cerca de 60 metros da pista, matando todas as nove pessoas que estavam a bordo.
O acidente marcou a trajetória da cantora, considerada uma das principais artistas do R&B dos anos 1990 e início dos anos 2000.
Disputa envolve direitos autorais de grandes artistas
Além das novas alegações sobre o acidente, Barry e Jomo Hankerson travam uma disputa judicial relacionada aos direitos sobre gravações originais e royalties de Aaliyah, Toni Braxton, DMX e Timbaland.
Jomo afirma ter direito a 12% dos valores obtidos por Barry com esses ativos musicais, conforme um acordo firmado entre as partes. No processo, ele também acusa o pai de utilizar a Blackground Records para ocultar recursos e criar despesas fictícias com o objetivo de reduzir o valor que lhe seria devido.
Até o momento, as acusações apresentadas por Barry Hankerson fazem parte dos autos do processo e ainda serão analisadas pela Justiça.











































