O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman, determinou o restabelecimento imediato da frota integral de ônibus em Salvador, com a mesma frequência de circulação dos dias úteis e gratuidade para todos os passageiros.
A decisão foi tomada após uma ação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, em razão dos atrasos registrados durante toda a manhã deste domingo na capital baiana. A redução na oferta de transporte provocou grandes aglomerações nos pontos de ônibus, onde passageiros relataram esperar por mais de uma hora.
A determinação estabelece multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento, tanto para o município quanto para cada empresa responsável pelo transporte público.
Na decisão, o magistrado destacou a importância do transporte coletivo para garantir o exercício do direito ao voto.
“O transporte público urbano no dia da eleição não constitui mera comodidade administrativa local, mas sim serviço essencial instrumental à garantia do exercício da soberania popular e do sufrágio universal, valores expressamente agasalhados pelos artigos 1º, parágrafo único, e 14 da Constituição da República”, afirmou.
Salvador é administrada por aliado de ACM Neto
A capital baiana é administrada pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil), aliado político de ACM Neto, que declarou apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu Jair Bolsonaro em todas as 19 zonas eleitorais de Salvador, com 65,26% dos votos válidos, contra 27,03% do adversário. A diferença ultrapassou meio milhão de votos em favor do petista.
Em regiões periféricas da cidade, a vantagem de Lula foi ainda mais expressiva. Na 3ª Zona Eleitoral, por exemplo, o candidato alcançou 70,43% dos votos, enquanto Bolsonaro obteve 22,58%.
A zona eleitoral abrange bairros como Baixa de Quintas, Cidade Nova, Fazenda Grande do Retiro, IAPI, Pau Miúdo, Pero Vaz, San Martin e Santa Mônica. Relatos em áudio enviados por moradores de alguns desses bairros ao ICL Notícias apontam problemas na circulação dos ônibus.
Retirada de adesivos foi apresentada como justificativa
Procurado pela reportagem, o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, afirmou que aproximadamente 75 ônibus ficaram retidos para a retirada de adesivos com o número 13, que, segundo ele, teriam sido colocados pelo sindicato dos motoristas rodoviários.
Questionado sobre a demora de mais de seis horas para regularizar o serviço, o secretário atribuiu o problema a um entrave operacional.
Segundo Souza, “houve um atraso burocrático das equipes em resolver o impasse”, uma vez que havia mais de um adesivo em cada veículo.











































