Conhecida pela viagem que faz ao lado de projetos coletivos que integra desde o último ano, Tamy Tectoniza agora aponta para um outro e novo caminho, lançando seu primeiro EP solo, “Magma Lacrimal”. Composto por 5 faixas audiovisuais, projeto – totalmente independente e filmado com um celular – foi produzido e realizado pela própria artista em parceria com JuPat, sua namorada.
“Fiz a parte instrumental das músicas, as letras, cantei, fiz o design gráfico da capa, vídeos e toda a edição desse material. A Jú assina a mixagem e masterização, além de também ter fotografado a capa e gravado algumas das cenas registradas”, explica.
Electropop, slowcore ou um grande ‘dancing dense’, como a própria cantora costuma definir, esse é um disco que sonoramente pode até ser enérgico e dançante, mas não só isso. “Magma Lacrimal” carrega, do começo ao fim, uma atmosfera contida e densa.
“Acho que esse trabalho traz diálogos muito intensos para mim. É sobre quando o sistema nos dói. As impossibilidades. A falsa liberdade. Pitadas do caos pandêmico e do só querer amar. A mensagem é sobre sentir e deixar escorrer o que tem para escorrer. Essa é a única maneira de nos aliviar do mundo”, ressalta.
Para o conceito visual, que soma elementos em 3D, a nostálgica estética VHS ganha forças com o glitch e a sensação que ele deixa, do erro digital, do agora. Questões que se relacionam, profundamente, com aquela vontade de se teletransportar para momentos únicos, remetendo a uma necessidade muito grande da vida como era antes.
Escute “Magma Lacrimal”











































