Vindos de realidades completamente distintas, Derran Day e Joseph Vitterito desafiaram todas as expectativas ao formar o duo Agency — um projeto que traduz diversidade, contraste e ousadia criativa. Negro e branco. Gay e hétero. Berklee School of Music e Dartmouth Medical School. Diferenças que, longe de separar, tornaram-se o alicerce de uma parceria artística singular e profundamente contemporânea.
Derran Day, filho de Morris Day — ícone do funk de Minneapolis e líder da lendária banda The Time — cresceu imerso na herança do soul, do groove e da musicalidade negra norte-americana. Já Joseph Vitterito, produtor e letrista autodidata, traz uma abordagem indie experimental marcada por sensibilidade emocional e um olhar introspectivo que equilibra e aprofunda o som do duo.
A primeira colaboração entre os dois, “Red to the Moon”, nasceu em meio à comoção causada pelo assassinato de Philando Castile e deu início a uma fase fortemente engajada do projeto. A canção impulsionou o EP POLITIKARAMA e, posteriormente, o álbum de estreia IDENTITY, trabalhos que consolidaram a proposta artística da Agency: romper barreiras de gênero e usar a música como ferramenta de reflexão social e afirmação identitária.
Seis anos depois, com impressionantes quinze álbuns lançados e diversos singles no currículo, a Agency segue fiel à sua essência: prolífica, destemida e alheia a rótulos. O duo transita com naturalidade entre soul, electronica, alt-pop e R&B, criando uma sonoridade híbrida que foge de classificações fáceis e reflete a complexidade de suas próprias trajetórias.
Agora, preparando o terreno para o lançamento do novo álbum DARLING, a Agency apresenta “PROOF” como um marco de evolução artística. A faixa revela um som mais polido, profundo e refinado, sem perder a carga emocional e a autenticidade que definem o projeto desde o início.
Com uma trajetória construída à margem de convenções e alimentada por contrastes, a Agency reafirma sua relevância ao provar que a verdadeira inovação nasce justamente do encontro entre mundos opostos — e da coragem de transformá-los em arte.









































