O cantor Amado Batista, de 75 anos, voltou a ganhar destaque nas redes sociais após ter o nome incluído na atualização da chamada “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada pelo governo federal nesta semana.
O documento reúne empregadores autuados por submeter trabalhadores a condições irregulares. Segundo os registros, há duas autuações associadas ao nome do artista em propriedades localizadas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Os casos envolvem áreas rurais onde teriam sido identificadas irregularidades ao longo de 2024.
De acordo com as informações, uma das ocorrências está ligada ao Sítio Esperança, com cerca de dez trabalhadores, enquanto outra menciona o Sítio Recanto da Mata, com quatro funcionários. As propriedades ficam na zona rural do município, às margens da BR-060.
Após a repercussão, a equipe do cantor se pronunciou e contestou a inclusão na lista. Em nota, a assessoria afirmou que não houve resgate de trabalhadores nas áreas citadas e que todos seguem exercendo suas atividades normalmente.
A defesa reconheceu, no entanto, que houve uma fiscalização em uma fazenda arrendada pelo artista para o plantio de milho. Durante a inspeção, foram apontadas irregularidades na contratação de quatro trabalhadores, que estariam vinculados a uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área.
Segundo a assessoria, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado em 2024, com o cumprimento integral das obrigações trabalhistas relacionadas ao caso. A equipe também informou que medidas administrativas estão sendo adotadas para encerrar os procedimentos decorrentes da autuação.
O caso segue repercutindo e levanta debate nas redes sobre fiscalização trabalhista e responsabilidade em contratos com empresas terceirizadas.











































