O jornalista Chico Felitti, autor da biografia Elke: Mulher Maravilha, respondeu publicamente às acusações feitas por Solange Maia, advogada e amiga próxima de Elke Maravilha, após declarações dadas por ele no programa Sem Censura. Na atração, Felitti comentou sobre os últimos anos de vida da artista, o que gerou forte repercussão nas redes sociais.
Segundo o jornalista, um trecho de sua participação viralizou justamente por abordar o fim da vida de Elke. “Tudo o que eu disse é verdade e é comprovável”, afirmou, destacando que seu trabalho foi baseado em extensa investigação jornalística.
Documentos e relatos sustentam versão apresentada, diz Felitti
Chico Felitti detalhou alguns pontos mencionados no programa apresentado por Cissa Guimarães, reforçando que possui documentos oficiais e depoimentos que embasam suas afirmações. Entre eles, está a certidão de nascimento de Elke, emitida na Alemanha, contrariando a versão divulgada pela própria artista ao longo da vida, de que teria nascido na então União Soviética.
O jornalista também comentou sobre a retirada de objetos do apartamento da multiartista após sua morte. “Foram sacos e mais sacos de coisas. Alguns chamam de acúmulo, outros de coleção. Havia perucas, roupas, objetos que ela trouxe do mundo inteiro”, explicou.
Situação financeira e sentimento de falta de reconhecimento
Outro ponto polêmico abordado por Felitti foi o contexto emocional e financeiro vivido por Elke Maravilha em seus últimos anos. Segundo ele, a artista enfrentava dificuldades econômicas e sentia falta de reconhecimento profissional.
“Ela tinha ressentimento pela ausência de trabalho no fim da vida. Não tinha dinheiro, não conseguia pagar um plano de saúde e se sentia esquecida”, afirmou, ressaltando que o tema mereceria mais contexto do que o permitido pelo formato do programa.
Defesa do trabalho biográfico e homenagem à artista
Felitti reforçou que as críticas fazem parte da comoção em torno da memória de Elke Maravilha, a quem descreveu como extremamente amada pelo público. “Vejo tudo isso como uma homenagem. As pessoas querem proteger a imagem dela, e isso mostra o tamanho do amor que sentem”, disse.
O jornalista destacou que entrevistou mais de 100 pessoas para escrever a biografia e que, apesar da resistência inicial da família, o conteúdo nunca foi contestado formalmente. “O papel do biógrafo é trabalhar com fatos. A realidade é inegociável”, concluiu.
O que aconteceu?
A controvérsia começou após Felitti afirmar no Sem Censura que Elke Maravilha teria morrido “no esquecimento” e vivendo em condições indignas, em um apartamento com grande quantidade de lixo. As declarações foram prontamente rebatidas por amigos da artista.
Solange Maia classificou as falas como falsas e ofensivas, afirmando que Elke não morreu abandonada e que seu apartamento era limpo e organizado. Ela também contestou a versão sobre a origem da artista, explicando que documentos alemães teriam sido usados por motivos de segurança durante a Segunda Guerra Mundial.
Outros amigos, como o assessor Marcos Nienke e a cantora Karina Buhr, também negaram que Elke tenha vivido isolada ou em situação de abandono.
Legado de Elke Maravilha
Elke Maravilha morreu em 16 de agosto de 2016, aos 71 anos, no Rio de Janeiro, após complicações de saúde. Ícone da televisão, atriz, jurada e multiartista, ela enfrentava problemas cardíacos e diabetes e estava internada após uma cirurgia para tratar uma úlcera. Em 2026, sua morte completará 10 anos, período que reacende debates sobre sua trajetória, legado e memória cultural.
















































