O humorista Cris Pereira usou suas redes sociais no último sábado (27) para se manifestar após vir a público sua condenação por estupro de vulnerável pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Ele ainda pode recorrer da decisão, que envolve a acusação de violência sexual contra a própria filha, menor de idade.
Emocionado, Pereira afirmou ter sido surpreendido com a quebra de sigilo do processo. “Minha principal força vem justamente dos meus filhos. Eu assumi todos os meus cinco filhos, não só na forma de registro, burocrática, mas principalmente no amor e acolhimento”, declarou no vídeo. O humorista destacou ainda que as duas filhas mais velhas viveram com ele até atingirem a maioridade.
Segundo o ator, durante os últimos quatro anos fez referências veladas ao caso em suas esquetes de humor. “Eu tentava falar sobre isso, mas a assessoria jurídica me impedia por causa do sigilo”, afirmou. Ele ressaltou também que foi absolvido em primeira instância. “Participei de todas as provas, testes que me deram, e todos me foram favoráveis”, disse.
Cris Pereira afirmou estar afastado da filha envolvida no processo desde 2021, quando o caso veio à tona. “Não vejo minha filha há quatro anos”, lamentou.
A acusação
Na última quinta-feira (25), a advogada Aline Rubenich, representante da mãe da vítima, divulgou nas redes sociais a decisão do TJ-RS. Ela afirmou que o humorista tentou acusar a mãe de alienação parental. “Esse expediente é recorrente em casos de violência, onde mulheres e mães são perseguidas judicialmente. A decisão unânime escancara a gravidade de um caso emblemático de violência sexual já julgado no Estado”, declarou.
Por outro lado, o advogado de Pereira, Edson Cunha, reiterou que seu cliente foi inocentado em primeira instância. Segundo ele, todos os laudos periciais apontaram a inexistência de crime. “No julgamento em segundo grau, contudo, houve decisão que contrariou as provas periciais produzidas em juízo, conferindo peso a atestados particulares apresentados pela assistência da acusação”, afirmou.
O caso segue em tramitação, e a defesa já anunciou que recorrerá da condenação.
















































