A política e o showbiz dos Estados Unidos podem colidir mais uma vez. De acordo com uma apuração exclusiva do site Deadline, o ex-presidente Donald Trump está avaliando conceder um perdão presidencial a Sean “Diddy” Combs, sim, o magnata do hip hop, antes mesmo da data marcada para sua sentença, no dia 3 de outubro.
A informação caiu como uma bomba no noticiário político e cultural. Segundo fontes ouvidas pelo portal, aliados de Diddy têm pressionado os bastidores da Casa Branca para que o perdão seja concedido, mesmo diante da repercussão pesada do caso e da oposição de nomes fortes da indústria, como 50 Cent, que já avisou: “Vou entrar em contato para ele saber exatamente o que penso sobre esse cara”.
Diddy foi condenado em julho por transporte com fins de prostituição, depois de um julgamento que durou oito semanas. As acusações mais graves, de tráfico sexual e associação criminosa, não foram acatadas pelo júri, mas mesmo assim, ele ainda pode pegar até seis anos de prisão.
Atualmente preso no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, desde setembro de 2024, o artista teve todos os pedidos de fiança negados, inclusive um no valor de US$ 50 milhões.
Pressão nos bastidores
Embora a defesa do rapper não tenha feito nenhum comentário público sobre a possibilidade de perdão, fontes próximas ao artista afirmam que o lobby por clemência é real, e que conta com nomes influentes, tanto do meio artístico quanto político. A Casa Branca, por enquanto, apenas declarou: “Não comentamos sobre a existência ou inexistência de qualquer pedido de clemência”.
Vale lembrar que Trump e Diddy já foram mais próximos. Nos anos 1990 e 2000, circulavam nos mesmos eventos em Nova York, e Trump chegou a chamá-lo de “bom amigo”. Mas tudo mudou durante o governo republicano: Diddy se tornou um crítico ferrenho e apoiou abertamente Joe Biden nas eleições de 2020.
Mesmo assim, durante o julgamento, Trump disse: “Certamente olharia os fatos se achasse que alguém foi tratado injustamente, gostem de mim ou não”.
Justiça em xeque?
O caso de Diddy foi conduzido por Maurene Comey, filha do ex-diretor do FBI James Comey, conhecido por sua rixa pública com Trump. Após o veredito parcial, ela foi abruptamente demitida. Em comunicado, alfinetou: “O medo é a ferramenta de um tirano, usado para suprimir o pensamento independente”.
Enquanto isso, Trump enfrenta pressões de seus apoiadores mais fiéis para liberar documentos confidenciais ligados ao falecido Jeffrey Epstein, figura polêmica e pivô de vários escândalos de abuso. Como resposta, o ex-presidente abriu um processo bilionário contra o grupo de mídia de Rupert Murdoch.
Reação no tribunal
A defesa de Diddy ainda tenta garantir sua soltura antes da sentença, propondo uma nova fiança, agora de US$ 1 milhão. A promotoria rejeita, alegando que ele representa risco real. O juiz responsável, Arun Subramanian, deu até o fim de julho para que um plano de soltura temporária fosse apresentado, mas até agora, nada foi definido.
Durante o anúncio do veredito, o clima no tribunal foi de alívio parcial. Diddy, ao ouvir o primeiro “inocente”, sussurrou “obrigado” aos jurados e aplaudiu junto à família. A absolvição das acusações mais pesadas foi tratada como uma vitória significativa pela equipe jurídica.
Mesmo assim, o cantor e empresário ainda pode pegar até 10 anos de prisão somando as duas condenações.
Se o perdão presidencial se concretizar, será mais um episódio polêmico na lista de decisões controversas envolvendo justiça, cultura pop e política nos EUA.









































