Conversas de áudio retiradas do celular do ex-presidente Jair Bolsonaro revelam que ele afirmou ao filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), manter diálogo com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo íntegra o inquérito que apura uma suposta tentativa de coação contra integrantes da Corte para evitar o julgamento sobre a tentativa de golpe.
Novas mensagens de WhatsApp revelam um momento de forte tensão entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma troca de mensagens marcada por palavrões e desabafo emocional, Eduardo demonstrou profunda irritação após declarações públicas do pai que considerou ofensivas.
A discussão começou após Jair afirmar, em entrevista, que Eduardo “aos 40 anos, ainda não é tão maduro assim”, avaliando que o filho “acerta 90% das vezes”. A fala desagradou profundamente o deputado, que respondeu em tom exaltado: “Eu ia deixar pra lá a história do Tarcísio, mas, graças ao elogio que você fez a mim, estou pensando seriamente em dar mais uma porrada nele, pra ver se você aprende. VTNC SEU INGRATO DO C****!”
Nos minutos seguintes, Eduardo enviou outras mensagens igualmente intensas. Ele se queixou da falta de apoio do pai em meio a pressões externas e internas:
“Me fudendo aqui! Você ainda te ajuda a se fuder aí!”
“Se o IMATURO do seu filho de 40 anos não puder encontrar com os caras aqui, PORQUE VOCÊ ME JOGA PRA BAIXO, quem vai se fuder é você E VAI DECRETAR O RESTO DA MINHA VIDA NESTA P*** AQUI.”
“TENHA RESPONSABILIDADE!”
Diante da enxurrada de críticas, Jair Bolsonaro respondeu com dois áudios cujos conteúdos não foram registrados. Eduardo, no entanto, manteve o tom duro e, em outra mensagem, comparou o tratamento recebido com o que o pai teria dispensado a outras figuras políticas: “Quero que você me olhe e enxergue o Temer. Você falaria isso do Temer?”
No dia seguinte, já na madrugada, Eduardo pediu desculpas pelas mensagens, justificando o descontrole emocional com um simples: “Estava puto na hora.”

O episódio evidencia fissuras na relação entre pai e filho, ambos figuras centrais no campo conservador brasileiro, e expõe como pressões políticas e familiares podem se misturar de forma explosiva nos bastidores do poder.









































