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Empara Mi entra no capítulo final do álbum conceitual ‘Monsters & Masochists’

A artista visionária Empara Mi se aproxima do desfecho de seu aguardado segundo álbum, Monsters & Masochists, um projeto que vai além de uma simples coletânea de canções. Concebido como uma narrativa sensorial completa, o disco é dividido em capítulos cuidadosamente esculpidos que conduzem o ouvinte por uma jornada emocional marcada por tristeza, raiva, autodestruição, aceitação e transformação.

Conhecida por enxergar a música como uma experiência que transcende o som, Empara Mi entrega em Monsters & Masochists um trabalho conceitual ambicioso, que transita com fluidez entre baladas intensas e composições cruas e eletrizantes. A artista reafirma sua identidade singular ao unir música, narrativa e estética visual em um projeto coeso e profundamente autoral.

O álbum vem sendo revelado em ondas. O single I Can’t ultrapassou 1 milhão de visualizações no YouTube e 1,1 milhão no TikTok em seu primeiro mês, enquanto Masochist alcançou mais de 500 mil visualizações no YouTube em apenas duas semanas. Além do sucesso digital, I Can’t foi premiado em festivais de vídeo em Berlim, Los Angeles e Londres, venceu como Melhor Videoclipe no Cannes World Film Festival, estreou na posição #64 do UK iTunes Chart e foi eleito BBC Introducing Track of the Week. No total, Empara Mi soma 12 milhões de visualizações no TikTok, mais de 7,2 mil vídeos criados com suas músicas e 5,63 milhões de visualizações no YouTube.

Se os singles funcionam como um prólogo, as faixas inéditas aprofundam a narrativa do álbum, conectando histórias e emoções em um arco que só se revela por completo quando ouvido do início ao fim. Monsters & Masochists traça um mapa de cura não linear, refletindo anos de vivências e amadurecimento emocional. “É a coisa mais honesta que já fiz. Escrevi esse álbum nos melhores e piores momentos da minha vida, tentando entender o caos, e ele acabou se tornando uma mistura estranha de autobiografia e experimentação”, afirma a artista. “Depois de cinco anos em construção, finalmente parece um começo.”

A narrativa se desenvolve de forma emocionalmente não cronológica. Faixas como Cocaine Cassonova expõem uma vulnerabilidade cortante, com piano dissonante e vocais melancólicos que contam uma história de amadurecimento e libertação em meio à manipulação. Já canções mais sombrias, como I Lied, destacam o empoderamento que surge ao retomar o controle, combinando letras intensas, linhas de baixo pulsantes e sintetizadores densos.

Mesmo com atmosferas contrastantes, Shotgun e Sucker For Love elevam a energia do álbum ao explorar temas como redescoberta do amor-próprio e desejo obsessivo, despontando como favoritas dos fãs. Em contraponto, Hurt Like Me surge como um hino oculto: começa de forma íntima e delicada e cresce gradualmente até se transformar em uma explosão de força vocal, evidenciando toda a potência musical de Empara Mi.

O encerramento fica por conta de Dragged Me Back To Hell, que fecha o álbum como um presente selado com um laço de veludo negro. Com piano jazzístico e vocais envoltos em fumaça, a faixa remete a um grand finale à la James Bond, evocando referências de RAYE e Adele. A canção simboliza o fim de um ciclo de cura emocional e a independência conquistada após atravessar extremos.

Sobre Empara Mi

Enigmática, cativante e ousadamente não convencional, Empara Mi vem consolidando um espaço único na música contemporânea. Seu álbum de estreia, Suitcase Full of Sins, tornou-se um fenômeno underground durante a pandemia, acumulando mais de 50 milhões de streams e tendo faixas incluídas em produções globais da Netflix como Ginny & Georgia e Behind Her Eyes.

Seu som cinematográfico já esteve presente em franquias como Transformers e Fortnite, além de séries como Riviera e Dynasty, e campanhas globais para marcas como Apple e Pretty Little Thing. Mais recentemente, sua interpretação de God’s Gonna Cut You Down para Day of the Jackal recebeu amplo reconhecimento da crítica.

Inspirada por trilhas cinematográficas, grandiosidade operística e a aspereza do hip-hop, Empara Mi construiu uma identidade sonora própria. Descrita pela Clash Magazine como dona de uma voz com “um devastador senso de alma”, a artista também se destaca por colaborações de peso, como Freedom, ao lado de Wilkinson e Sub Focus, presente no álbum Portals, que alcançou o primeiro lugar nas paradas.

Com o lançamento de Monsters & Masochists, que conta com arranjos orquestrais gravados com a Orquestra Filarmônica de Praga e uma fusão ousada de rock nostálgico e produção eletrônica, Empara Mi se consolida como uma força criativa imparável. “É sobre confrontar seus demônios e abraçar o caos interior”, resume. Uma artista que desafia convenções e cria música que ecoa muito além da última nota.

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Conteúdo produzido pela equipe de jornalismo do Portal POP Mais, sob supervisão editorial.

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