A SM Entertainment entrou com uma ação na Justiça da Coreia do Sul para solicitar o bloqueio preventivo de bens de Chen (33), Baekhyun (33) e Xiumin (35), integrantes do grupo EXO. O pedido busca garantir o pagamento de valores que, segundo a empresa, correspondem a 10% da receita das atividades individuais do trio, conforme acordo firmado em junho de 2023.
O que a empresa pede na Justiça
De acordo com a ação, a SM cobra cerca de 2,6 bilhões de wons — aproximadamente R$ 10 milhões. Para assegurar o montante, a empresa solicitou o bloqueio de bens específicos de cada artista:
- Chen: direito ao depósito de aluguel de sua residência, avaliado em 300 milhões de wons (cerca de R$ 1,07 milhão);
- Baekhyun: um apartamento na cidade de Guri, estimado em 1,6 bilhão de wons (aproximadamente R$ 5,7 milhões);
- Xiumin: um apartamento em Yongsan, avaliado em 700 milhões de wons (cerca de R$ 2,5 milhões).
A medida tem caráter preventivo e visa assegurar eventual indenização caso a Justiça decida a favor da empresa.
Entenda a origem do conflito
Chen, Baekhyun e Xiumin formam o subgrupo EXO-CBX. Desde 2023, o trio mantém um impasse com a SM Entertainment. Naquele ano, os artistas notificaram a empresa solicitando a rescisão contratual, alegando falta de transparência na prestação de contas e contratos considerados excessivamente longos.
Em resposta, a SM acusou a Big Planet Made Entertainment, ligada à agência do trio, a INB100, de possível “aliciamento contratual”.
Após negociações, foi firmado um acordo que determinava que as atividades do EXO como grupo continuariam sob gestão exclusiva da SM, enquanto as carreiras individuais dos três artistas seriam administradas pela INB100. Em contrapartida, 10% das receitas dessas atividades solo deveriam ser repassadas à SM.
Nova escalada judicial
Em 2024, o trio declarou que a SM não estaria cumprindo os termos do acordo, incluindo questões relacionadas a pagamentos de royalties. A disputa reacendeu a batalha judicial entre as partes.
Agora, com o pedido de bloqueio de bens, a SM busca assegurar o cumprimento do contrato de exclusividade e o repasse financeiro previsto.
E o retorno ao EXO?
Em 2025, o Ministério da Cultura da Coreia do Sul afirmou que não foram identificadas irregularidades como as alegadas inicialmente pelo trio. A tensão, porém, refletiu-se na ausência de Chen, Baekhyun e Xiumin no comeback do EXO, realizado em dezembro, após o período de serviço militar obrigatório de parte dos integrantes.
Na época, o EXO-CBX divulgou um comunicado afirmando que havia liberado suas agendas individuais para viabilizar as atividades do grupo e que aguardava um posicionamento final da SM por meio de seus representantes legais. O trio também declarou ter sido surpreendido com o anúncio de um encontro de fãs e de um novo álbum de estúdio que não incluía o subgrupo.
A SM, por sua vez, respondeu em nota oficial que o repasse dos 10% acordados ainda não havia sido cumprido. A empresa afirmou que a participação em atividades coletivas exigiria esforços dos três integrantes para restaurar a confiança entre as partes, ressaltando que as disputas teriam prejudicado o grupo e afetado fãs e membros.
Cenário indefinido
O impasse jurídico mantém indefinido o futuro da relação entre o EXO-CBX e a SM Entertainment. Enquanto a ação segue na Justiça, fãs acompanham atentos os desdobramentos que podem impactar tanto as atividades individuais do trio quanto a dinâmica do EXO como grupo.










































