A cantora Bruna Karla apresentou sua defesa no processo movido pela gravadora MK Music, que a acusa de descumprir cláusulas contratuais e solicita indenização superior a R$ 2,5 milhões. Entre as alegações da empresa estão o não cumprimento do número de canções previstas e o abandono injustificado do contrato.
Na peça de defesa, protocolada no final de julho, a cantora afirma que cumpriu integralmente suas obrigações e destaca que dedicou 24 anos de carreira à gravadora, gravando dezenas de músicas inéditas e três EPs.
De acordo com o processo, a artista questiona diversos pontos do contrato, incluindo a definição de suas obrigações, o prazo de vigência e os intervalos entre os lançamentos, que teriam sido substituídos pelos EPs.
Bruna sustenta que o contrato era desproporcional e desequilibrado, alegando que a MK Music nunca apresentou relatórios claros sobre os ganhos obtidos com seu trabalho. Segundo ela, a relação com a gravadora violou princípios de lealdade, honestidade e confiança, caracterizando-se como absolutamente abusiva.
A cantora afirma ainda que recebia uma pequena parcela da receita gerada por sua atuação e descreve o período como “quase trabalho escravo”. A cantora lembra que iniciou sua carreira com a gravadora aos 11 anos e que, posteriormente, foi mantida em uma relação profissional quase forçada. Ela estima que a MK Music tenha arrecadado cerca de R$ 30 milhões com sua carreira.
A reportagem entrou em contato com ambas as partes, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.










































