O músico Paul McCartney, de 83 anos, relembrou uma conversa que teve com Yoko Ono logo após a morte de John Lennon. Em entrevista recente, o ex-integrante do The Beatles contou que recebeu uma ligação da artista pouco tempo depois do assassinato do cantor, em 1980.
Segundo McCartney, durante a conversa Yoko comentou a possibilidade de Lennon ter sido gay. O músico afirmou que respondeu dizendo não acreditar nessa hipótese, lembrando da convivência que tiveram durante os anos em que tocaram juntos.
“Eu disse que não tinha certeza e que achava que não. Nos anos 1960 saíamos com muitas garotas e convivíamos o tempo todo. Dormimos no mesmo lugar muitas vezes e nunca houve nada que indicasse isso”, relatou o cantor.
McCartney também comentou que rumores sobre a sexualidade de Lennon surgiram na época em que o artista viajou para a Espanha com o empresário Brian Epstein, em 1963. Para ele, a viagem acabou alimentando especulações, mas nunca houve confirmação de qualquer relacionamento.
Na entrevista, o músico também destacou características da personalidade de Lennon, descrevendo o amigo como uma pessoa politizada e interessada em história e literatura. McCartney lembrou que o colega admirava o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, cujas obras mantinha em casa.
Por fim, o artista refletiu que o comentário de Yoko pode ter sido influenciado pelo momento de luto logo após a morte de Lennon. Ele comparou a situação com a própria experiência após a perda de sua primeira esposa, Linda McCartney, em 1998.
“Quando perdi Linda, também disse algumas coisas estranhas. Depois percebi que era parte do processo de luto. É uma forma de lidar com a dor”, concluiu McCartney.











































