A morte de Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos, ganhou novos desdobramentos após a divulgação do laudo de autópsia pelas autoridades do Condado de Los Angeles. Segundo o relatório oficial, a causa da morte foi determinada como “múltiplos ferimentos penetrantes”, embora os objetos responsáveis não tenham sido identificados.
De acordo com promotores, a adolescente teria sido assassinada pelo músico indie pop D4vd, cujo nome legal é David Burke. O corpo da jovem foi encontrado em setembro, desmembrado e acondicionado em sacos para cadáveres dentro do porta-malas de um veículo Tesla registrado em nome do artista. Um segundo saco com outros restos mortais também foi localizado no mesmo local.
O relatório do legista aponta a presença de dois ferimentos penetrantes no torso, possivelmente causados por arma branca, além do desmembramento dos membros superiores e inferiores. No entanto, os peritos destacaram que a análise foi prejudicada por “extensas alterações pós-morte”, incluindo o avançado estado de decomposição, o que impossibilitou determinar o horário exato da morte.
As autoridades mantiveram essas informações sob sigilo durante parte da investigação. A divulgação ocorreu após decisão judicial no mesmo dia em que D4vd se declarou inocente das acusações de homicídio em primeiro grau e outros crimes.
Segundo a promotoria, Celeste desapareceu em abril de 2025, após ir a uma residência alugada pelo músico na região de Hollywood Hills. O carro onde os restos mortais foram encontrados permaneceu abandonado por semanas em um bairro próximo, até ser rebocado para um pátio de apreensão. Funcionários do local relataram um forte odor vindo do veículo, o que levou ao acionamento das autoridades.
A família da vítima já havia registrado seu desaparecimento anteriormente. Em nota, o advogado dos pais afirmou que eles estão “absolutamente devastados” com os resultados da autópsia.
D4vd, que ganhou notoriedade em 2022 após viralizar no TikTok com músicas gravadas no celular — incluindo o sucesso “Romantic Homicide” — construiu uma carreira ascendente no cenário indie, chegando a se apresentar no festival Coachella em 2025.
Durante audiência recente, sua defesa, liderada pela advogada Blair Berk, afirmou que “as provas concretas demonstrarão que David Burke não assassinou Celeste nem foi responsável por sua morte”.
Já o promotor Nathan Hochman declarou que os investigadores acreditam que o músico mantinha um relacionamento sexual com a adolescente, o que levou à inclusão de acusações adicionais, como crimes sexuais e mutilação de cadáver.
O caso segue em investigação e deve avançar nas próximas etapas judiciais, enquanto levanta forte comoção pública e questionamentos sobre as circunstâncias da morte da jovem.








































