O filme Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton, foi escolhido nesta quarta-feira (16) pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2027. O longa foi selecionado entre seis produções que chegaram à etapa final da escolha nacional.
Também estavam na disputa 100 Dias, de Carlos Saldanha; A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai; A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo; Nosso Segredo, de Grace Passô; e Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.
Com a escolha, Feito Pipa será inscrito pela Academia Brasileira de Cinema na 99ª edição do Oscar, promovida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em Hollywood. O longa poderá disputar uma das vagas na categoria de Melhor Filme Internacional. A cerimônia do Oscar está prevista para 14 de março de 2027.
História ambientada no sertão cearense
Protagonizado por Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos, Feito Pipa acompanha Gugu, um menino apaixonado por futebol e dança que vive com a avó, Dilma, no sertão do Ceará.
Criado em um ambiente de liberdade e afeto, o garoto enfrenta um momento decisivo quando surge a possibilidade de deixar a vida ao lado da avó para morar com o pai, Batista. A relação entre avó e neto está no centro da narrativa, que aborda temas como família, infância, afeto e finitude.
O longa foi o filme mais premiado da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado.
Premiação em Berlim
A première mundial de Feito Pipa aconteceu em fevereiro, durante o Festival Internacional de Cinema de Berlim, na Alemanha. Na ocasião, o filme recebeu dois importantes prêmios na mostra Generation Kplus.
A produção conquistou o Urso de Cristal de Melhor Filme, concedido pelo Júri Jovem, além do Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra.
O filme tem estreia prevista nos cinemas brasileiros para 5 de novembro de 2026.
Como foi feita a escolha do representante brasileiro
A seleção dos filmes que chegaram à etapa final foi realizada por uma comissão formada por 15 membros titulares. Desse total, 12 foram eleitos por votação entre os sócios da Academia Brasileira de Cinema e três foram indicados pela diretoria da instituição.
Puderam participar da seleção produções brasileiras que tiveram estreia comercial nos cinemas entre 1º de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026, com permanência em cartaz por pelo menos sete dias consecutivos.
Ao comentar a escolha, Clélia Bessa, presidente da Comissão de Seleção, destacou a combinação entre a identidade brasileira e o alcance universal da história.
“O filme tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e, ao mesmo tempo, traz uma forte identidade brasileira a partir de uma cidade do interior do Ceará. É sobre a família, a cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude e já foi premiado em festivais internacionais importantes”, afirmou.
Agora, Feito Pipa segue para a próxima etapa do processo do Oscar. A escolha brasileira não garante uma indicação: o filme ainda precisará passar pela seleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para chegar à lista final de indicados à categoria de Melhor Filme Internacional.








































