Joselito Vitor dos Santos, preso suspeito de estuprar um menino em uma praia do Guarujá, no litoral de São Paulo, morreu no último sábado (19), após passar sete dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral Vila Penteado, na capital paulista. Segundo informações de um registro policial obtido pelo g1, ele teria sido vítima de agressões e violência sexual enquanto estava preso.
O homem havia sido detido em flagrante no dia 30 de agosto, após ser filmado por uma testemunha com a criança embaixo de um deck na praia. Joselito era amigo da família do menino e teria levado a vítima até o local onde ocorreu o suposto abuso.
Suspeito chegou a presídio com queimaduras pelo corpo
De acordo com o registro policial, Joselito foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, em São Paulo, no dia 9 de setembro. Na ocasião, já apresentava queimaduras graves e outras lesões pelo corpo, que teriam sido provocadas por agressões de outros detentos durante o período em que permaneceu preso no Guarujá.
Três dias depois, em 12 de setembro, o homem passou mal dentro da unidade prisional. Ele recebeu atendimento médico no presídio e foi encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro da Lapa.
Devido à gravidade do quadro, foi transferido para a UTI do Hospital Geral Vila Penteado, onde permaneceu internado sob escolta policial até a morte.
Infecção generalizada e choque séptico
Durante a internação, o estado de saúde de Joselito se agravou. Conforme o registro policial, ele desenvolveu disfunção renal e sepse de foco cutâneo, condição em que uma infecção originada na pele provoca uma resposta grave do organismo.
O quadro evoluiu para choque séptico refratário, complicação em que a pressão arterial permanece perigosamente baixa apesar do tratamento. Joselito não resistiu e morreu no dia 19 de setembro.
O corpo foi sepultado na manhã desta quinta-feira (24), no Cemitério Jardim da Paz, em Morrinhos, no Guarujá.
Secretaria penitenciária se manifesta sobre o caso
Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou que Joselito chegou ao CDP I de Pinheiros em 9 de setembro com queimaduras e lesões pelo corpo.
A pasta informou que, após apresentar problemas de saúde três dias depois, ele recebeu atendimento na unidade prisional e foi encaminhado para uma unidade de saúde da região, antes de ser transferido para a UTI.
A secretaria também afirmou que não houve registro de violência praticada pelos detentos que dividiam a cela com Joselito durante sua permanência no presídio de Pinheiros. Segundo a SAP, todos os procedimentos de atendimento e encaminhamento médico seguiram os protocolos estabelecidos.
Prisão ocorreu após denúncia de abuso em praia do Guarujá
Joselito havia sido preso em flagrante no dia 30 de agosto, suspeito de estuprar um menino em uma praia do Guarujá. De acordo com as informações registradas na ocasião, ele era amigo da família da criança e teria levado o garoto para debaixo de um deck.
Uma testemunha percebeu a movimentação suspeita, gravou imagens do homem com a criança e denunciou o caso, que resultou na prisão.
As circunstâncias das agressões que Joselito teria sofrido enquanto estava preso, assim como sua morte, deverão ser investigadas pela Polícia Civil.








































