Os ex-participantes do BBB 26 Jonas Sulzbach e Juliano Floss tiveram suas imagens usadas indevidamente na criação de um suposto vídeo íntimo produzido com tecnologia de inteligência artificial. O conteúdo, que circula nas redes sociais, não corresponde a uma gravação real dos dois.
A utilização de inteligência artificial para inserir a imagem de uma pessoa em conteúdo sexual sem autorização tem provocado preocupação no Brasil, especialmente com o avanço das ferramentas capazes de criar vídeos e imagens falsas cada vez mais realistas.
Jonas e Juliano estiveram juntos no BBB 26, edição que também foi marcada por desentendimentos entre os dois participantes. Durante o confinamento, Juliano chegou a relatar a outros brothers que havia se decepcionado com Jonas após conhecer melhor o empresário dentro da casa.
Criar deepfake íntimo é crime no Brasil
A legislação brasileira já prevê punição para a produção de montagens que coloquem uma pessoa em cenas íntimas sem autorização. O artigo 216-B do Código Penal estabelece como crime realizar montagem em fotografia, vídeo, áudio ou outro registro com o objetivo de incluir alguém em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo.
A pena prevista é de detenção de seis meses a um ano e multa.
A legislação também vem sendo atualizada para lidar especificamente com crimes praticados com inteligência artificial. Em agosto de 2026, foi sancionada a Lei nº 15.487, que ampliou a proteção de crianças e adolescentes contra violência sexual digital e passou a prever expressamente situações envolvendo imagens manipuladas ou geradas por inteligência artificial.
No caso de adultos, a aplicação da legislação depende das circunstâncias do conteúdo produzido e da conduta de quem criou, divulgou ou utilizou o material. Além da criação da montagem, outras práticas relacionadas à divulgação de conteúdo íntimo podem gerar consequências criminais e civis.
Redes sociais também podem ser acionadas
A legislação brasileira estabelece mecanismos para a retirada de conteúdos íntimos divulgados sem autorização. Em situações envolvendo exposição da intimidade sexual, a vítima pode solicitar a remoção do material às plataformas e buscar medidas judiciais.
Em 2026, novas regras também reforçaram a proteção contra violência digital. Um decreto federal passou a estabelecer diretrizes específicas para a proteção de mulheres na internet e determinou medidas relacionadas à remoção de conteúdo íntimo não autorizado, além de proibir o uso de inteligência artificial para criar imagens íntimas falsas de mulheres.
O caso envolvendo Jonas Sulzbach e Juliano Floss reforça um problema que ganhou dimensão com a popularização de ferramentas de inteligência artificial: imagens públicas de celebridades podem ser utilizadas para criar conteúdos falsos que parecem reais, inclusive de natureza sexual.
Por isso, além de não compartilhar esse tipo de material, a recomendação é preservar provas da publicação, como links, perfis, datas e capturas de tela, caso a vítima precise denunciar o conteúdo ou buscar medidas legais.
O POP Mais não conseguiu contato com as assessorias dos citados. O espaço permanece aberto para manifestações.






































