A Justiça de Goiás determinou o arquivamento definitivo do inquérito policial que investigava o influenciador digital Carlinhos Maia. O processo apurava supostos crimes relacionados ao consumo e ao compartilhamento de um “brisadeiro” — brigadeiro feito com maconha — durante uma festa em dezembro de 2025.
A decisão põe fim a uma das polêmicas mais comentadas nas redes sociais nos últimos meses, que envolveu também os nomes da influenciadora Virginia Fonseca e do jogador de futebol Vini Jr., anfitriões do evento.

O que motivou a investigação?
O caso ganhou repercussão nacional após o próprio Carlinhos Maia relatar publicamente, em suas redes sociais, ter consumido o doce durante uma confraternização em Goiânia.
Diante da repercussão, a Polícia Civil de Goiás abriu um inquérito para apurar possíveis infrações previstas na Lei de Drogas e avaliar se a conduta do influenciador configurava apologia ao crime. Enquanto o processo corria, o assunto dividiu opiniões na internet e se manteve entre os tópicos mais debatidos do país.
Falta de provas técnicas fundamentou a decisão
Ao analisar o caso, a juíza Renata Farias Costa Gomes de Barros Nacagami concluiu que a investigação carecia de elementos fundamentais para prosseguir. Entre os pontos destacados pela magistrada para o trancamento do inquérito, estão:
- Ausência de materialidade: A substância mencionada por Carlinhos Maia nunca foi apreendida pelas autoridades.
- Falta de laudos: Não foram realizados exames laboratoriais, perícias ou testes toxicológicos que comprovassem a real composição do doce.
- Relato pessoal: A juíza entendeu que as declarações do influenciador foram apenas o relato de uma experiência particular.
“Não houve qualquer incentivo ao consumo de substâncias ilícitas ou tentativa de estimular terceiros a reproduzirem a conduta”, destacou a magistrada na decisão, afastando a tese de apologia ao crime.
Desfecho
Com a determinação do trancamento do inquérito policial, o caso está formalmente encerrado na esfera jurídica. Apesar do barulho digital provocado pelo episódio, a Justiça concluiu que o Estado não possuía elementos mínimos para sustentar uma denúncia ou dar continuidade aos procedimentos investigativos. Nem a defesa de Carlinhos Maia nem os organizadores do evento se pronunciaram novamente após o veredito.







































