Manuel Arjona, um dos integrantes da formação original do grupo espanhol Locomía, morreu aos 58 anos. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao artista. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.
Arjona vivia na região de Barcelona e, segundo relatos publicados pela imprensa espanhola, passou o dia dedicado a uma de suas atividades favoritas, a pintura, antes de falecer em casa.
A morte reacende a memória de uma das histórias mais marcantes e intensas do pop espanhol. O Locomía se tornou um fenômeno cultural ao unir música, moda, performances coreografadas e uma estética que ajudou a definir parte da cena pop europeia no fim dos anos 1980 e início dos anos 1990.

Figura central na construção do fenômeno Locomía
Embora diferentes formações tenham passado pelo grupo ao longo dos anos, Manuel Arjona foi considerado um dos nomes mais importantes da fase inicial do Locomía.
O projeto nasceu em Ibiza a partir da visão criativa de Xavier Font, idealizador da estética e da identidade artística que transformariam o grupo em referência visual e musical. Foi nesse ambiente de liberdade e experimentação que Arjona encontrou espaço para construir sua trajetória artística.
Vindo de uma família conservadora e criado longe dos grandes centros culturais, Arjona chegou à ilha em busca de novas experiências e acabou se tornando peça fundamental na consolidação do grupo.
Ao lado dos demais integrantes da formação original, participou da criação da imagem extravagante que ficou marcada pelos figurinos chamativos, coreografias e, principalmente, pelos grandes leques que se tornaram símbolo do Locomía.
Do sucesso internacional ao desgaste nos bastidores
O grupo começou como atração em casas noturnas de Ibiza antes de migrar para o mercado musical. Com a entrada do produtor musical José Luis Gil, o projeto ganhou estrutura e alcançou sucesso internacional.
Canções como “Locomía”, “Rumba Samba Mambo” e “Gorvachov” levaram o grupo para diferentes mercados, incluindo países da América Latina.
Nos bastidores, porém, conflitos internos, disputas contratuais e o impacto da fama provocaram desgastes entre empresários e integrantes. O grupo passou por diversas reformulações ao longo dos anos.
Arjona chegou a permanecer ligado ao projeto por décadas, embora tenha se afastado em períodos diferentes para priorizar a vida pessoal.
Últimos anos longe dos palcos
Nos últimos anos, Manuel Arjona levava uma rotina mais reservada e dedicada à família e à pintura, uma de suas paixões.
O interesse renovado pela história do Locomía, impulsionado por produções audiovisuais recentes sobre o grupo, trouxe novamente atenção ao legado da banda. Ainda assim, Arjona optou por manter distância dos retornos e novos projetos ligados ao nome.
Sua morte encerra a trajetória de um dos rostos mais emblemáticos de um grupo que marcou uma geração e deixou influência duradoura na cultura pop em língua espanhola.









































