O escritor pernambucano Raimundo Carrero morreu na madrugada desta terça-feira (16), aos 78 anos, em decorrência de um câncer. A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais e gerou manifestações de pesar de autoridades, instituições e nomes da cultura.
Reconhecido como um dos autores mais premiados da literatura brasileira, Carrero recebeu o Prêmio Jabuti em 2000, na categoria Contos e Crônicas, pela obra As Sombrias Ruínas da Alma. Integrante da Academia Pernambucana de Letras (APL), teve sua trajetória destacada em nota oficial divulgada pela instituição.
Natural de Salgueiro, no sertão de Pernambuco, Raimundo Carrero construiu uma carreira marcada por reconhecimento nacional e internacional. Ao longo de sua produção literária, conquistou importantes distinções, entre elas o Prêmio Machado de Assis e o Prêmio São Paulo de Literatura. A APL também destacou a coincidência simbólica de sua morte ocorrer na data em que Ariano Suassuna completaria 99 anos.
O velório será realizado a partir das 12h30 na sede da Academia Pernambucana de Letras, no Recife. O sepultamento está previsto para as 17h, no Cemitério de Santo Amaro, conforme informado pela família.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, decretou luto oficial de três dias no estado e prestou solidariedade aos familiares, amigos e leitores do escritor. João Campos também publicou homenagem, destacando a contribuição de Carrero para a projeção da cultura pernambucana e para a formação de novas gerações de leitores e escritores.
Entre as principais obras de Raimundo Carrero estão Somos Pedras que se Consomem, vencedor do Grande Prêmio da Crítica da APCA e do Prêmio Machado de Assis em 1996; As Sombrias Ruínas da Alma (2000); Sombra Severa (2001); Ao Redor do Escorpião… Uma Tarântula? (2003); O Delicado Abismo da Loucura (2005); O Amor Não Tem Bons Sentimentos (2007); A Preparação do Escritor (2009); Romance do Bordado e da Pantera Negra (2014); Colégio de Freiras (2020) e Estão Matando os Meninos (2020), publicados pela editora Iluminuras.
Sua obra ultrapassou as fronteiras do Brasil e foi traduzida em países como França, Romênia, Uruguai e Bulgária.










































