O cantor Pe Lu, ex-integrante da banda Restart, revelou que enfrentou dificuldades financeiras após o fim do grupo, em 2014. Em um relato publicado nas redes sociais, o artista contou que cometeu erros na administração do dinheiro, precisou investir em um novo negócio e encontrou um novo caminho profissional antes de retomar seus projetos na música.
Segundo Pe Lu, a situação financeira ao término da Restart era bem diferente da imagem que muitas pessoas tinham sobre o sucesso da banda.
“Quando a Restart terminou, eu estava praticamente sem dinheiro. A gente ganhou bem menos do que as pessoas imaginam e eu não tinha conhecimento sobre investimentos. Acabei tomando decisões financeiras erradas”, afirmou.
O cantor contou que investiu as últimas economias em uma clínica de estética ao lado da irmã, Naira Ávila. O empreendimento cresceu ao longo dos anos e se transformou em uma rede de franquias, período em que ele passou a atuar diretamente na administração do negócio.
Pe Lu afirmou que a mudança de rotina foi um grande desafio, já que deixou a vida nos palcos para assumir tarefas ligadas à gestão, marketing e negociações comerciais.
Além do trabalho como empreendedor, ele também passou a gerenciar a carreira do sobrinho, o ator e influenciador João Guilherme, filho de Naira Ávila com o cantor Leonardo. Segundo o músico, foram cerca de dez anos dedicados ao desenvolvimento da carreira do jovem artista.
Durante o desabafo, Pe Lu admitiu que, por muito tempo, se sentiu frustrado por precisar buscar novas fontes de renda após o sucesso alcançado com a Restart. No entanto, afirmou que a experiência mudou sua visão sobre a profissão.
Mesmo atuando em outras áreas, o cantor nunca abandonou a música. Ele lançou o projeto solo Selva, que, segundo explicou, só foi possível graças à estabilidade financeira conquistada por meio dos negócios paralelos.
Ao compartilhar sua história, Pe Lu destacou que muitos artistas precisam diversificar suas atividades para manter a carreira e incentivou outros profissionais a não enxergarem isso como um sinal de fracasso.
“Ter outro trabalho ou outro negócio não diminui a sua carreira. Muitas vezes, é justamente isso que permite continuar fazendo arte”, concluiu o músico.











































