A cantora Preta Gil revelou, em entrevistas passadas, que desenvolveu uma compulsão por compras como forma de lidar com a frustração de não ter seguido a carreira musical mais cedo. Segundo ela, a insatisfação por ter deixado a arte de lado durante anos a levou a gastar sem controle. O desabafo foi feito em conversas com a revista Trip e com o jornal O Globo (2014).
Preta contou que, mesmo tendo sucesso como publicitária e empresária, sentia um vazio. Para preencher esse sentimento, passou a comprar roupas, bolsas e sapatos em excesso. Em um dos relatos, disse ter chegado a acumular uma dívida de 30 mil dólares no cartão de crédito. “Não queria saber quanto eu tinha no banco, saía comprando! Foi um período triste. Dava um desespero. Colocava pra dentro comida, bolsa e sapato”, afirmou.
Ela também revelou que perdeu um apartamento por conta das dívidas e passou a viver de mesada, após uma intervenção da família e de um terapeuta. O excesso nas compras foi classificado por ela como “uma doença bem barra-pesada”.
“Ganhei muito dinheiro na minha vida, trabalhando como publicitária, como produtora, fui uma profissional muito bem-sucedida. Mas não era o que queria, estava me enganando. Como tinha esse buraco em mim, esse vazio, preenchi de duas formas: comendo e gastando”, disse.
Durante a entrevista, Preta relembrou que sua ligação com grifes também se tornou exagerada. “Comecei a gostar, a ter adoração por marca, por grife. A Regina Casé me chamava de ‘Pretinha de Beverly Hills’. Todo o dinheiro que ganhei, gastei na Daslu!”, contou, em tom de brincadeira.
Além da compulsão por compras, Preta também falou que ajudava muita gente ao seu redor, o que acabou saindo do controle. “Era uma menina bem-sucedida com 24, 25 anos, ia para Nova York quando queria, ajudava meus amigos, minha empregada, a babá, meu motorista”.















































