A ginasta e medalhista olímpica Rebeca Andrade falou pela primeira vez sobre a morte do pai, Ricardo Andrade, ocorrida no fim de junho. Em entrevista à jornalista Aline Midlej, para o quadro Extraordinários, da GloboNews, a atleta compartilhou como tem enfrentado o período de luto e destacou a importância de aceitar o ciclo natural da vida.
Durante a conversa, Rebeca reconheceu que perder uma pessoa querida é uma experiência dolorosa, mas afirmou que busca compreender a situação com serenidade.
“Não é que a gente não fica triste, mas entendo que é o ciclo da vida. Lógico que é difícil perder alguém que é importante. É dolorido e tudo mais, mas faz parte da vida”, declarou.
A ginasta também revelou que encontra conforto na certeza de ter vivido a relação com o pai sem arrependimentos. Segundo ela, a tranquilidade de saber que fez tudo o que estava ao seu alcance tem sido fundamental para enfrentar esse momento.
“Quando você tem a certeza que fez tudo, que não tem rancor, que não tem mágoa, que não tem nada de diferente que você poderia ter feito, isso te faz feliz. Orava para Deus tirar a dor dele, para que ele vá tranquilo e em paz”, afirmou.
Embora tenha passado a infância distante do pai e sido criada pela mãe, Rosa Santos, ao lado dos seis irmãos, Rebeca já havia contado em entrevistas anteriores que conseguiu reconstruir o vínculo com Ricardo Andrade ao longo dos anos.
Em participação no programa Faustão na Band, em 2023, a atleta explicou que, apesar da ausência do pai durante sua infância e no início da carreira esportiva, sempre manteve carinho por ele.
“O meu pai é meu pai e nunca vai deixar de ser meu pai. Eu amo muito ele, tenho um carinho enorme e lembranças muito boas. Meu pai não acompanhou tanto essa parte do esporte porque ele não estava tão próximo. É por isso que eu falo mais da minha mãe e dos meus irmãos. Eles acompanharam mais o meu começo”, relembrou.









































