Um projeto de lei na província de Bolzano, no norte da Itália, tem provocado forte repercussão ao propor a cobrança de uma taxa para donos de animais de estimação.
A medida prevê um valor anual de 100 euros por animal — cerca de R$ 650 — além de uma taxa adicional para turistas que viajam com cães, estimada em 1,50 euro por noite. A proposta ainda precisa de aprovação do conselho provincial.
Segundo autoridades locais, parte da arrecadação será destinada à limpeza urbana, especialmente para lidar com dejetos deixados por cães nas ruas, além do financiamento de novos espaços e parques voltados para os animais.

O vereador Luis Walcher defendeu a iniciativa, afirmando que a cobrança é justa por atingir exclusivamente os donos de cães. De acordo com ele, sem a taxa, toda a população teria que arcar com os custos relacionados à manutenção da limpeza pública.
A proposta surge após outra medida controversa na região, que previa a realização de testes de DNA em cães para identificar tutores que não recolhem os dejetos de seus animais.
Por outro lado, entidades de defesa dos animais criticaram duramente a iniciativa. A AIDAA classificou a taxa como “absurda” e destacou que a cobrança vai na contramão do restante do país, onde não há impostos sobre a posse de pets.
Já Carla Rocchi, presidente da ENPA, afirmou que a proposta penaliza famílias e turistas, além de transmitir uma mensagem equivocada ao tratar os animais como fonte de arrecadação.
A discussão segue dividindo opiniões entre autoridades e defensores da causa animal, levantando um debate mais amplo sobre responsabilidade, turismo e políticas públicas voltadas aos pets.











































