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Show do Green Day no The Town une gerações e dispara críticas a políticos

Banda encerrou o segundo dia do festival

Show do Green Day no The Town une gerações e dispara críticas a políticos
Divulgação / The Town

O Palco Skyline do The Town, em São Paulo, virou uma explosão verde neste domingo (7), quando o Green Day desembarcou para um show de quase duas horas que deixou o público em transe do primeiro ao último acorde. Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool mostraram que, mais de 30 anos depois, continuam firmes como um dos maiores nomes do punk mundial.

A noite começou com uma espécie de aquecimento coletivo: “Bohemian Rhapsody” e “We Will Rock You”, do Queen, e “Blitzkrieg Bop”, dos Ramones, ecoaram pelo festival enquanto um coelhinho dançava no palco com a clássica gravatinha vermelha da banda.

A catarse já estava instaurada quando o trio entrou com “American Idiot”, faixa que ganhou versão especial: “não faço parte de uma agenda MAGA”, cutucando Donald Trump. Billie ainda emendou um “Feliz Dia da Independência, Brasil” para esquentar ainda mais a conexão com a plateia.

O setlist foi recheado de hinos que atravessam gerações, como “Boulevard of Broken Dreams”, “Wake Me Up When September Ends”, “21 Guns” e “Jesus of Suburbia”, misturados a faixas mais recentes do disco Saviors, incluindo “Bobby Sox”, que já caiu no gosto dos fãs como um hino de liberdade. Para surpresa geral, músicas raramente tocadas ao vivo também apareceram, deixando a sensação de presente exclusivo para quem estava lá.

Entre riffs, gaitas, caretas e dancinhas, Billie Joe provou por que é considerado um verdadeiro showman. Brincou com a câmera, convidou fã ao palco, que saiu com um abraço e um beijo na bochecha, e ainda levantou a bandeira do Brasil com o nome da banda estampado. O público, por sua vez, ergueu sinalizadores verdes e até uma bandeira da Palestina, transformando o show em um mosaico de cores, vozes e mensagens.

A crítica política também esteve presente. “Já estamos cheios desses bastardos fascistas”, disparou Billie, antes de celebrar Iggy Pop e Bad Religion, que também passaram pelo festival. Até nas letras houve adaptações: em “Holiday”, São Paulo tomou o lugar da Califórnia nas provocações ao “representante local”.

Do começo ao fim, o Green Day entregou uma festa punk: teve mosh, teve nostalgia, teve política, teve emoção. E, claro, não poderia terminar sem “Time of Your Life”, encerrando a maratona com aquele clima de despedida inesquecível.

No fim, todo mundo saiu do Skyline com a certeza de ter vivido algo único: um show que foi rebeldia, crítica, e pura celebração do rock.

Written By

Jornalista premiado e especialista em entretenimento, já entrevistou grandes nomes da música, da TV, do teatro e do cinema, como Anitta, Ludmilla, Maria Rita, Roberto Carlos e Taís Araújo. Também cobriu eventos nacionais, como Festival do Rio, Prêmio Grande Otelo e Festival LED, além de internacionais, como BRICS e G20, e conversou com ministros, incluindo a ministra de Estado para Cooperação Internacional dos Emirados Árabes Unidos, sempre trazendo um olhar afiado sobre cultura, política e entretenimento.

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