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“Quando a Gente Ainda Revelava Fotos”: Júnior Cordeiro critica a impessoalidade das relações modernas em novo clipe

Junior Cordeiro-21
Foto: Jordy Ribeiro

A experiência do “cara-a-cara” ficou um pouco de lado com a pandemia, mas, mesmo antes disso, a tecnologia já nos afastava uns dos outros e esfriava o calor do encontro presencial e do contato físico. Voltando entre 20 e 30 anos no tempo, a gente se depara com um outro momento, em que pouca coisa podia ser feita de forma digital. Esse é justamente o tema de “Quando a Gente Ainda Revelava Fotos“, novo clipe do artista paraibano Júnior Cordeiro.

Com concepção, roteiro e direção da artista Renata Cabral, o vídeo explora questões mais simbólicas que permeiam o que é dito pela canção. A cada vez mais defasada convivência física, potencializada pelo coronavírus, passa uma sensação de que vivemos com cada vez mais medo e com uma necessidade cada vez maior de proteção. Para traçar diálogos com outras épocas, o clipe ainda contempla paralelos com outras obras clássicas.

Júnior Cordeiro é um artista ímpar! Já incursionou por praticamente todos os segmentos de música nordestina, bem como por várias vertentes do rock, sobretudo o rock progressivo, o blues e o hard rock. Ele aceitou conversar com o POP Mais sobre seu novo lançamento, e contou ainda detalhes sobre sua trajetória e inspirações.

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Júnior, em seus 15 anos de carreira, você coleciona sete discos e dois DVDs. Qual é sua sensação ao refletir sobre toda a sua trajetória até aqui?  

Sensação de êxito, apesar de saber que tenho muito a caminhar ainda na artesania da minha obra. Todavia, sabendo das imensas dificuldades pelas quais os artistas independentes passam, com pouca adesão midiática e pouco apoio de grandes patrocínios, é de fato uma vitória considerável chegar a essa marca na carreira.


A sua estética sonora aborda uma mistura de gêneros de música nordestina com o rock ‘n roll. Quais são as suas principais referências musicais? 
 

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Sempre segui a linha (que já virou uma tradição) dos artistas setentistas nordestinos, que sempre mesclaram muito bem os gêneros do Nordeste com o Rock n Roll. Ao meu ver, tenho uma particularidade nesse campo, em virtude da fusão intensa das guitarras pesadas e etéreas com a viola do cantador nordestino, e não tanto com a sanfona, como é mais comum de se ver no Nordeste. Gosto de abordar temas mais complexos sobre a existência humana, com grande influência da filosofia, sobretudo na área da metafísica. Mesmo com várias peculiaridades, tenho o mesmo código sonoro dos meus predecessores, minhas maiores influências:  Ave Sangria, Lula Cortes, Zé Ramalho e Alceu Valença. Tenho também bastante influência do Rock Progressivo britânico, como: Yes. Pink Floyd, Camel, Genesis, etc… O peso fica mais por conta das bandas de Hard Rock e Heavy Metal.

"Quando a Gente Ainda Revelava Fotos": Júnior Cordeiro critica a impessoalidade das relações modernas em novo clipe
Cenas do clipe “Quando a Gente Ainda Revelava Fotos” (Foto: Reprodução)


Falando sobre composição, onde você costuma buscar inspiração para as suas letras?  

Minha maior inspiração é a memória popular, o imaginário coletivo e os símbolos da cultura popular. Junto a isso, de tudo que ouvi e convivi dentro da tradição oral, existem leituras insistentes no campo da filosofia e, sobretudo, da literatura. Não há um só disco meu onde eu não faça referências literárias, pertinentes aos temas que abordo nas minhas letras.

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Você acaba de lançar o clipe da música “Quando a Gente Ainda Revelava Fotos”. Conta pra nós o que te inspirou a escrever o single.  

Quando a Gente Ainda Revelava Fotos é uma música integrante do #CâmaraEco, meu sétimo disco, recentemente lançado. Escolhi essa música para o clipe porque ela é a epítome do discurso temático do álbum, é como uma amálgama de todos os temas que abordo em todas as letras. É uma grande alegoria da nostalgia que causa a lembrança do passado e a incerteza sobre nosso futuro, consubistanciada no assunto FOTOGRAFIA. Escolhi falar das fotos impressas como forma a remeter memórias, lembranças e retrotopias, o que, de certa forma, acabam aliviando a nossa  neurótica correria e fugacidade na pós-modernidade líquida e globalizante.

O clipe, roteirizado e dirigido por Renata Cabral, traz releituras de obras do artista surrealista belga René Magritte e do fotógrafo norte-americano Man Ray. Como foi acompanhar o processo de produção do vídeo?  

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Foi uma boa simbiose entre texto e imagem, entre pintura e poesia. Renata conhece bem a minha obra e acompanhou de perto o processo de criação desse disco e dessa música em particular, pela nossa convivência, pois somos casados. Achei  fantásticas as analogias imagéticas com Magritte e Man Ray. Daí tudo fluiu bem naturalmente.

Outro fato interessante, é que o clipe tem uma versão alternativa em libras, realizada pelo intérprete Josy Escórcio. Algo que é essencial, mas ainda não é comum de vermos nos lançamentos. Como surgiu a ideia de criar essa versão acessível para os deficientes auditivos?  

A ideia surgiu de Renata, imediatamente por mim aprovada. A inserção do público surdo na produção artística do mundo é essencial. Acho bastante excludente algo que tenha carga sonora e de mensagem não fazer parte do mundo dos deficientes auditivos.

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A música “Quando a Gente Ainda Revelava Fotos” integra o #câmaraeco, seu mais recente disco, lançado em janeiro deste ano. Nos conte um pouco sobre o álbum e como tem sido acompanhar os resultados do pós-lançamento.

O #CâmaraEco é um disco todo imerso na ideia de pós-modernidade líquida e, por conseguinte, com grande influência das postulações de Sygmunt Bauman. Entretanto, não abordo somente esse tema fixo nas letras, tampouco cito somente esse autor. Trato também de temas políticos e atemporais na sociedade brasileira, inclusive em flertes  com assuntos da sociologia. A recepção nas plataformas tem sido bastante entusiasmante, e o disco está sendo bastante ouvido. Tenho ainda mais expectativas para quando o disco chegar em seu formato físico: LP VINIL 180 g. 

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