A empresária Jaqueline Maria Afonso Amaral, esposa do cantor sertanejo Diego Barros, da dupla Henrique e Diego, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (21), em Campo Grande (MS). Ela é suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Jaqueline foi alvo de mandado de busca e apreensão. Carros, celulares e valores em contas bancárias foram bloqueados por ordem judicial. A operação, batizada de Fruto Envenenado, foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (Ficco/MS), que reúne a PF, a Polícia Militar, a Polícia Penal Estadual e a Senappen.
A investigação aponta que, entre 2018 e 2022, Jaqueline teria movimentado cerca de R$ 3 milhões em contas bancárias, utilizando o dinheiro para manter uma vida de luxo. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,7 milhões em contas ligadas à empresária e a outros investigados. Durante as diligências, veículos foram apreendidos em Campo Grande e em um condomínio próximo a Três Lagoas.
A defesa de Jaqueline afirmou que ela recebeu a operação “com surpresa” e negou irregularidades. Em nota, seus advogados disseram que a empresária possui atividade lícita, entregou o celular às autoridades e não tem “nada a esconder”. A defesa ainda destacou que ela se separou há anos de seu ex-marido, Júlio César Guedes de Morais, o Julinho Carambola, condenado a 168 anos de prisão e apontado como parceiro de Marcola, líder do PCC.
Quem é Jaqueline Maria Afonso Amaral?
Jaqueline foi casada com Júlio César Guedes de Morais, conhecido como Julinho Carambola, apontado pela polícia e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como um dos parceiros de Marcola – Marco Willians Herbas Camacho. Carambola foi condenado a 168 anos de prisão por diversos crimes, segundo a polícia.
Em 2021, Jaqueline iniciou um relacionamento com o cantor Diego Barros e, de acordo com a polícia, atualmente atua como empresária de artistas sertanejos.


As investigações indicam que ela ainda mantém vínculos com o PCC, sendo suspeita de participar de esquemas de lavagem de dinheiro para a facção. Conforme a polícia, os valores passariam por diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento e ocultar a origem ilícita. Entre 2018 e 2022, Jaqueline teria recebido aproximadamente R$ 3 milhões, parte dos quais teria sido usada para financiar um estilo de vida de luxo.
O que diz a defesa de Jaqueline?
A defesa da empresária se manifestou por meio de nota. Leia à íntegra:
“A sra. JAQUELINE MARIA AFONSO AMARAL esclarece que recebeu com surpresa diligência de busca e apreensão na sua residência, sob pretexto de investigação de supostas relações com integrantes de organização criminosa, de vez que se separou e se afastou de seu ex-companheiro há vários anos, tendo constituído outro núcleo familiar. Além disso, a sra. JAQUELINE MARIA AFONSO AMARAL mantém atividade empresarial lícita e regular, não tendo nada a esconder de autoridades, colocando-se à disposição para prestar os esclarecimentos necessários. Neste sentido, inclusive, entregou seu telefone celular, fornecendo senha de acesso, considerando que nada há de ilícito no seu conteúdo, em atitude plenamente colaborativa. A defesa técnica, assim que tiver acesso ao processo, poderá esclarecer com mais propriedade as circunstâncias que levaram ao equívoco de tornar a sra. JAQUELINE MARIA AFONSO AMARAL alvo da referida operação”.















































