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Estrela do TikTok morre após abdominoplastia e caso reacende debate sobre segurança de cirurgias estéticas

Influenciadora Rachel Tussey, de 47 anos, sofreu complicações após cirurgia estética; caso levanta debate sobre segurança de procedimentos plásticos.

Rachel Tussey - Foto: Reprodução
Rachel Tussey - Foto: Reprodução

A morte da influenciadora norte-americana Rachel Tussey, de 47 anos, após complicações decorrentes de uma abdominoplastia, reacendeu discussões sobre os riscos e a segurança das cirurgias plásticas — um tema especialmente relevante para o Brasil, que está entre os países que mais realizam procedimentos estéticos no mundo.

Rachel, que compartilhava conteúdos sobre rotina e estilo de vida no TikTok para mais de 25 mil seguidores, havia documentado toda a preparação para a cirurgia estética nas redes sociais. A operação foi realizada em 25 de fevereiro.

Estrela do TikTok morre após abdominoplastia e caso reacende debate sobre segurança de cirurgias estéticas
Rachel Tussey horas antes do procedimento – Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Em um vídeo publicado pouco antes do procedimento, a influenciadora apareceu animada e confiante com o resultado da cirurgia.

“Por favor, rezem por mim. Sei que vai dar tudo certo. Esperei muito tempo por isso”, disse ela no vídeo, gravado em uma cama de hospital enquanto usava uma bata médica. Na legenda, Rachel usou hashtags como “#midlifeglowup” e “#mommymakeover”, termos populares entre mulheres que realizam procedimentos estéticos após a maternidade.

No entanto, segundo o marido da influenciadora, Jeremy Tussey, o que deveria ser um procedimento de rotina acabou se transformando em uma tragédia.

Em um vídeo publicado no TikTok em 3 de março, Jeremy relatou que aguardava na área de recuperação quando recebeu um chamado para voltar ao quarto da esposa por volta das 17h45.

Ele afirma que chegou a conversar rapidamente com o médico responsável, que teria dito que a cirurgia havia corrido bem.

Pouco depois, Rachel teria chamado pelo marido. Uma enfermeira entrou no quarto e começou a perguntar como ela se sentia após receber medicação para dor.

Foi então que Jeremy percebeu que algo estava errado.

“Olhei para ela e o rosto estava com uma cor diferente. Pensei que fosse por causa da cirurgia, pela perda de sangue”, contou.

Momentos depois, Rachel deixou de responder. A equipe médica iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP).

A influenciadora foi levada de ambulância ao hospital TriHealth Bethesda North, nos Estados Unidos, onde foi colocada em suporte de vida.

Posteriormente, os médicos informaram à família que Rachel havia ficado mais de seis minutos sem oxigenação cerebral.

Dias depois, Jeremy tomou a difícil decisão de desligar os aparelhos que a mantinham viva.

Uma campanha criada na plataforma GoFundMe para ajudar a família descreve Rachel como uma mulher cheia de energia, apaixonada pela família e sempre disposta a ajudar outras pessoas.

“Rachel era verdadeiramente cheia de vida. Amava aventuras, era profundamente dedicada à família e sempre a primeira a ajudar quando alguém precisava”, diz a descrição da arrecadação.

Rachel deixa o marido Jeremy e três filhos: Tristan, Alec e Livi.

A família informou à imprensa local que contratou um advogado para investigar o caso, embora até o momento não haja processo judicial aberto contra o cirurgião responsável.

Jeremy afirmou que quer entender exatamente o que aconteceu.

“Para mim, parece incompetência. Alguém falhou em algum momento”, disse.

Debate também preocupa o Brasil

O caso chama atenção para a segurança de cirurgias estéticas, especialmente em países como o Brasil, que ocupa posição de destaque no mercado global de procedimentos plásticos.

De acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país está entre os líderes mundiais em número de cirurgias estéticas realizadas anualmente, incluindo a abdominoplastia — procedimento que remove excesso de pele e gordura do abdômen e pode reconstruir a musculatura da região.

Especialistas ressaltam que, apesar de ser considerada comum, a cirurgia não é isenta de riscos e deve ser realizada em ambiente hospitalar adequado, com equipe especializada e avaliação médica rigorosa.

Complicações podem incluir sangramento, trombose, infecções, problemas anestésicos e, em casos raros, parada cardiorrespiratória.

Por isso, entidades médicas reforçam a importância de procurar profissionais qualificados e cirurgiões plásticos devidamente certificados, além de seguir rigorosamente as orientações pré e pós-operatórias.

O caso de Rachel Tussey segue sob investigação nos Estados Unidos.

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Conteúdo produzido pela equipe de jornalismo do Portal POP Mais, sob supervisão editorial.

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