O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã deste sábado (22/11), em Brasília, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A ordem estabelece prisão preventiva, decretada antes do início do cumprimento da pena à qual Bolsonaro foi condenado no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado.
A prisão foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e pelo advogado Celso Villardi, que integra a equipe de defesa do ex-presidente. Após ser detido, Bolsonaro foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal, localizada no Setor Policial Sul, na capital federal.
Antes da nova ordem de detenção, Bolsonaro já estava em prisão domiciliar desde o início de agosto, monitorado por tornozeleira eletrônica. A medida, porém, estava relacionada a outro processo e não ao inquérito central sobre a trama golpista.
A decisão de Moraes ocorre em meio às investigações que apontam a participação do ex-presidente na articulação de ações contra o Estado Democrático de Direito. Nos últimos meses, Bolsonaro vinha sendo alvo de diversas restrições judiciais, incluindo limitações de deslocamento e monitoramento constante, diante do risco considerado pelas autoridades de possível fuga.
A defesa do ex-presidente tem afirmado que as medidas são excessivas e que recorrerá ao STF para tentar reverter a prisão preventiva. Já setores do Judiciário e da Polícia Federal ressaltam que a medida busca assegurar o andamento das investigações e impedir a obstrução de provas.
A detenção deste sábado representa um dos momentos mais marcantes e delicados da história política recente do país, envolvendo pela primeira vez a prisão preventiva de um ex-chefe de Estado por crimes relacionados a ameaças institucionais.
















































