O festival de música The Town, realizado no Autódromo de Interlagos no dia 6 de setembro, ganhou repercussão além das apresentações musicais. Durante seu show, o rapper carioca Filipe Ret gritou ao microfone: “Liberdade pro Oruam, p*rra. MC não é bandido”, em defesa de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, preso no Rio de Janeiro por associação ao tráfico, tráfico de drogas e tentativa de homicídio.
A fala do artista motivou a vereadora paulistana Amanda Vettorazzo (União Brasil/SP) a protocolar uma representação no Ministério Público de São Paulo (MPSP). Para a parlamentar, o ato configura apologia ao crime e é “inadmissível” que um espaço público da cidade seja utilizado para defender alguém com ligação a facção criminosa.
“É inadmissível que o cantor Felipe Ret utilize um espaço público e televisionado para pedir a liberdade de um criminoso faccionado do Comando Vermelho. Não permitirei que a cidade de São Paulo tenha palanque para enaltecer bandidos”, disse ao POP Mais.
“Por isso, ingressei com uma denúncia no Ministério Público para que este episódio seja devidamente investigado e o responsável seja punido”, completou.
A relação entre a vereadora e o rapper já havia se tornado pública em janeiro, quando Amanda apresentou um Projeto de Lei que proíbe a contratação de artistas que façam apologia ao crime ou ao uso de drogas em eventos promovidos pela Prefeitura de São Paulo, apelidado por críticos de “Projeto Anti-Oruam”.
Nas redes sociais, Vettorazzo reforçou sua preocupação com o impacto de conteúdos musicais no público jovem, alertando sobre a “adultização infantil” acelerada por determinados estilos musicais.
Procurado pelo site, o Ministério Público disse que “a representação que está em sigilo, foi protocolada no último dia 16 e está sendo analisada pela Promotoria de Justiça Criminal de Santo Amaro”.
















































