O compositor François Fougère apresenta Des portes fermées (“Portas fechadas”), uma canção que nasce da observação atenta de realidades vividas e compartilhadas por muitas pessoas. Escrita a partir de experiências pessoais do artista, a obra propõe uma reflexão sensível sobre desigualdade, frustração e a sensação recorrente de bloqueio diante da vida.
Na letra, Fougère aborda situações em que, apesar dos esforços empreendidos, tudo parece não avançar. A música retrata momentos em que oportunidades não surgem e caminhos permanecem fechados, criando a percepção de que a vida se transforma em uma sequência de obstáculos difíceis de transpor.
A canção também destaca o contraste entre indivíduos que encontram portas abertas com facilidade e outros que, mesmo sendo igualmente merecedores, enfrentam constantes negativas. Essa disparidade, segundo o artista, reflete uma realidade social amplamente observável, na qual privilégios não são distribuídos de forma justa.
Com Des portes fermées, François Fougère utiliza a música como ferramenta de expressão e questionamento, dando voz a sentimentos comuns a muitos, mas nem sempre verbalizados. A obra convida o ouvinte à identificação e à reflexão sobre mérito, esforço e as barreiras invisíveis que moldam trajetórias pessoais e profissionais.














































