Um esquema de fraude milionária na venda de ingressos do Museu do Louvre e do Palácio de Versalhes levou à prisão de nove pessoas na França. Segundo o Ministério Público de Paris, o prejuízo estimado ultrapassa € 10 milhões (cerca de R$ 61,7 milhões), apenas no caso do Louvre.
De acordo com as autoridades, o esquema teria operado por mais de uma década, explorando o sistema de bilheteria das duas instituições, consideradas entre os principais destinos turísticos da Europa. A investigação aponta para uma rede estruturada e organizada, com atuação contínua e desvio de recursos em larga escala.

Entre os suspeitos estão dois funcionários do Louvre, vários guias turísticos e uma pessoa identificada como possível organizadora da rede criminosa. A Promotoria francesa afirma que há indícios consistentes da existência de uma fraude de grande dimensão envolvendo a comercialização irregular de ingressos.
A investigação foi aberta no final de 2024 após denúncia feita pelo próprio museu. As prisões ocorreram na terça-feira (10), durante operação conduzida pelo Ministério Público de Paris. Embora o esquema também tenha afetado o Palácio de Versalhes, os promotores destacam que o impacto financeiro mais expressivo recaiu sobre o Louvre.
Até o momento, a Justiça apreendeu € 957 mil em dinheiro vivo e outros € 486 mil distribuídos em diferentes contas bancárias. As autoridades continuam rastreando movimentações financeiras para identificar possíveis desdobramentos do caso e eventuais envolvidos adicionais.
O escândalo surge meses depois de outro episódio que colocou o Louvre no centro das atenções internacionais: o roubo de joias da coroa francesa avaliadas em € 88 milhões (R$ 543,8 milhões). Diferentemente daquele crime, marcado pelo alto valor histórico das peças, a fraude na bilheteria chama atenção pelo volume acumulado ao longo dos anos e pelo caráter silencioso da operação.
O Louvre é o museu mais visitado do mundo e recebe milhões de turistas anualmente. Especialistas avaliam que o caso pode levar à revisão de protocolos internos, auditorias mais rigorosas e reforço nos mecanismos de controle das bilheterias, tanto na França quanto em outras instituições culturais europeias.
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