O vereador e influenciador digital Gabriel Monteiro se tornou réu na Justiça do Rio de Janeiro, após um vídeo do mesmo tendo relações íntimas com uma adolescente viralizar nas redes sociais. A denúncia foi aceita no dia 2 de maio pelo juiz Marcelo Almeida de Moraes Marinho, que deu prazo de 10 dias para Monteiro apresentar defesa prévia e indicar testemunhas e provas de defesa.
A movimentação do processo no site do Tribunal de Justiça indica que o mandado de citação e intimação foi expedido nesta terça-feira (17). A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da área Zona Sul e Barra da Tijuca, no dia 8 de abril.
De acordo com o MPRJ, o crime ocorreu cerca de cinco meses após o primeiro encontro do vereador com a adolescente, que época tinha apenas 15 anos. A denúncia aponta que Monteiro utilizou o próprio telefone celular para filmar a cena de sexo explícito.
Gabriel, por sua vez, alega que tanto a relação íntima quanto a filmagem foram consensuais. O vereador diz ainda que a mulher nas imagens afirmou ter 18 anos.
Outras denúncias
Gabriel Monteiro também passa por processo ético-disciplinar no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por quebra do decoro parlamentar. Em reunião na tarde de ontem (17), o colegiado definiu que serão ouvidas hoje (18) duas testemunhas de acusação, ambas ex-assessores de Monteiro; Heitor Monteiro de Nazaré Neto e Vinícius Hayden Witeze.
Outras duas testemunhas serão ouvidas no dia 1º de junho, cujos os nomes ainda não foram apresentados. De acordo com o presidente do conselho, vereador Alexandre Isquierdo, foi dado novo prazo para que Monteiro indique testemunhas de defesa, o que não foi feito até o momento.
“Para buscar a verdade material, nós resolvemos dar mais um prazo para que o vereador Gabriel Monteiro possa ter garantida sua ampla defesa. Ele terá até a sexta-feira (20) desta semana para indicar nomes, caso seja do seu interesse”, afirmou.
Se o parecer aceitar a procedência da denúncia, então é aberto prazo de cinco dias para apresentação de alegações finais pela defesa do acusado e o processo segue para o Conselho de Ética em até cinco dias úteis. Sendo aprovado, a denúncia vai para a Mesa Diretora incluí-lo na Ordem do Dia. A votação em plenário é aberta e decidida por dois terços dos vereadores, ou seja, 34 votos, em caso de cassação ou maioria absoluta em caso de suspensão.
Gabriel Monteiro tem dito que está sendo perseguido e que as imagens usadas como provas contra ele, divulgadas na imprensa, foram manipuladas. “Vou esperar a Justiça. Mas daqui a quanto tempo vai ser provada minha inocência? Daqui a três, quatro, dez anos? Enquanto isso durar, terei esse peso nos meus ombros. Mas, ainda assim, vou continuar fazendo meu trabalho”, disse o vereador, em vídeo publicado, neste mês, em suas redes sociais.











































