O estilista italiano Giorgio Armani, um ícone mundial da moda, faleceu aos 91 anos em sua residência em Milão, cercado por entes queridos nesta quinta-feira (4). Reconhecido por revolucionar a moda com uma estética sofisticada, icônica e minimalista, Armani deixou um legado indelével e uma fortuna bilionária avaliada entre US$ 11 bilhões e US$ 13 bilhões.
Desde a criação de sua marca homônima em 1975, Armani transformou o universo da moda com peças como os ternos desestruturados e o “power suit” feminino, que cativaram tanto o mundo corporativo quanto o cinema. Seu sucesso garantiu frutos em várias frentes: roupas, perfumes, acessórios, decoração, hotéis e restaurantes. Em 2024, sua grife registrou cerca de € 2,3 bilhões em receita anual (aproximadamente US$ 2,7 bi), graças ao imenso alcance de suas linhas e à expansão global.
A marca Armani se destacou por permanecer 100% independente, com Giorgio mantendo total controle como único acionista, uma raridade no setor de luxo dominado por conglomerados.
Embora não tenha deixado herdeiros diretos, Armani já havia estruturado sua sucessão antes de falecer. Criou em 2016 a Fundação Giorgio Armani, destinada a preservar o estilo e valores da marca. A governança foi reforçada com a introdução de classes de ações diferentes em 2023, desenhadas para evitar disputas e manter a personalidade da empresa.
Sua irmã Rosanna, sobrinha Silvana, sobrinho Andrea, e seu braço-direto criativo Leo Dell’Orco devem assumir papéis centrais na administração futura do grupo.
Um homem discreto além da moda
Armani, nascido em Piacenza em 1934, iniciou sua carreira em departamentos de Milão antes de fundar sua marca com um investimento inicial modesto. Seu estilo, marcado pela elegância sóbria com foco em funcionalidade, conquistou celebridades como Richard Gere, em Gigolô Americano (1980), e consolidou sua posição entre as forças culturais e econômicas da Itália.
O designer expressou recentemente ao The Daily Beast o arrependimento por não ter equilibrado mais sua vida profissional com momentos pessoais, especialmente em entrevistas realizadas poucos dias antes de sua morte.
“Talvez eu devesse ter aproveitado mais a vida pessoal, ter dado mais espaço para mim mesmo. Mas minha vida foi meu trabalho, e é isso que me define”, refletiu.
















































