A saída de Astrid Fontenelle do GNT, após 18 anos de contrato, expõe uma mudança significativa na forma como grandes grupos de mídia — especialmente as emissoras de TV — vêm conduzindo sua relação com apresentadores e repórteres. A experiência e o histórico de boas entregas já não são suficientes para garantir a permanência no ar; o fator determinante agora é o custo.
Segundo apurações divulgadas pela coluna que revelou a decisão, o salário elevado de Astrid pesou mais do que seu histórico de relevância no canal, onde comandou programas marcantes como Happy Hour e Saia Justa. Embora tenha havido especulações sobre etarismo, a motivação principal teria sido a necessidade de redução de despesas.
O movimento não é isolado. Nos últimos anos, diversos jornalistas veteranos da Globo, como Isabella Assumpção e Marcelo Canellas, também deixaram a emissora em meio a cortes que atingem especialmente profissionais com remuneração mais alta.
A mais recente baixa é Giana Mattiazi, repórter da Rede Bahia, afiliada da Globo, dispensada após uma década de atuação. Outros nomes de emissoras vinculadas ao grupo, como Adriana Oliveira, Joyce Guirra e Wilson Solar (da RPC, no Paraná), também foram desligados.
Pressão financeira e a busca por sustentabilidade
Com a mudança no mercado publicitário — em que o digital já supera a TV aberta em investimentos, segundo dados do Cenp-Meios — as emissoras enfrentam dificuldade crescente para ampliar receitas. Enquanto isso, os custos operacionais continuam subindo.
Diante desse cenário, cortar gastos tornou-se inevitável. E o ajuste começa pela folha de pagamento. Profissionais mais experientes, cujo salário tende a aumentar com o tempo de casa, são substituídos por novos talentos contratados por valores menores.
















































