Nesta quarta (13), Juju Salimeni desabafou sobre a época em que fazia parte do elenco do programa “Pânico”. Em entrevista ao podcast “Poddelas”, em que falou sobre o salário e abuso psicológico.
A modelo revelou que ganha mais como modelo do que no extinto programa, e chocou ao contar que recebia um salário simbólico de apenas R$ 200 por gravação. “Eu sempre ganhei mais na internet do que na TV, principalmente no Pânico, que era um salário simbólico. A gente ganhava R$ 200 por gravação, era pouquíssimo. Era uma fase em que a gente era super explorada” , disse ela.
Segundo ela, o programa era desorganizado e que ganhou mais dinheiro com presença em eventos. “Nada que aconteceu naquela fase seria permitido hoje em dia, tanto sobre as conotações das piadas quanto esse questão de trabalho. A gente não tinha contrato, salário, nada. Era largado. Era uma vitrine. A gente pegou uma fase muito boa de eventos. A gente era muito contratada para fazer presença. A gente trabalhava muito com isso, então realmente ganhava bem”, explicou.
Salimeni ainda contou que havia muito machismo no programa e que há momentos que nem pode ser mostrado hoje em dia: “Quando a gente estava no Pânico, em que a gente estava na pior fase de todas pra mulheres, de machismo absurdo. Até pouco tempo atrás eu estava assistindo coisas minhas antigas e pensei: ‘Meu Deus, eu nem posso mostrar isso pra ninguém’. Todo mundo viu lá atrás, mas não cabe nos dias de hoje”.

“A forma que os caras falam, não existe hoje. A gente escutava as piores coisas em relação a corpo, chamar de vários nomes, os caras não tinham respeito nenhum. [Eles] diminuíam [as mulheres] e colocavam pra baixo. A gente passava por isso diariamente”, continuou.
Juju disse que era um abuso psicológico absurdo e que ninguém do programa a elogiava: “Era um abuso psicológico absurdo. Eu já escutei de pessoas lá: ‘Olha você é gostosa de biquini, porque de roupa você fica gorda’. Mas eu nem ligava. Fiz capa da Playboy e ganhei como mulher mais sexy do mundo em 2010 enquanto os caras falavam mal de mim. Pra mim nunca fez diferença [as críticas] nem naquela época e nem hoje. Foca em você e em ter os seus resultados. Eu passei por uma prova de fogo no Pânico de abuso psicológico absurdo”.











































