O músico carioca K.Ø. apresenta ao público seu novo single, “Meu Nome é Ninguém”, obra que consolida sua identidade artística ao unir trap, MPB e poesia urbana em uma sonoridade introspectiva, lírica e cinematográfica.
Conhecido por faixas como “Fênix Azul”, “Quantos Versos Mais?”, “Oceanos do Tempo” e “Último Round”, o artista reafirma sua proposta estética ao transformar vulnerabilidade em força criativa. No novo trabalho, K.Ø. propõe um manifesto sobre identidade e resistência interior, dialogando diretamente com três poemas de Carlos Drummond de Andrade: “Canto ao Homem do Povo Charlie Chaplin”, “Mãos Dadas” e “Nosso Tempo”.
Assim como Drummond enxergava em Charlie Chaplin uma figura capaz de enfrentar a opressão com ternura e ironia — um “bobo” que reina entre os invisíveis —, K.Ø. constrói uma ode à humanidade que insiste em existir, mesmo diante das engrenagens da modernidade e das desigualdades persistentes.
Com batidas minimalistas e atmosfera melancólica, “Meu Nome é Ninguém” reflete a busca por sentido em tempos de invisibilidade. A canção resgata as angústias das décadas de 1930 a 1950 presentes na obra de Drummond e as reinscreve no contexto contemporâneo: nas periferias, nos becos e nos silêncios da era digital, marcados pela exclusão social ainda latente.
Musicalmente, o single transita entre referências que vão de Emicida, Chico Buarque e Oswaldo Montenegro a nomes da cena internacional como Joji e 6lack, criando uma ponte entre tradição literária brasileira e estética urbana global.
Mais do que um artista independente, K.Ø. se apresenta como um poeta contemporâneo — um contador de histórias que transforma dor em arte e silêncio em canção. “Meu Nome é Ninguém” integra uma série de lançamentos que antecedem seu primeiro álbum, “Entre o Céu & o Tiro”.









































