Mesmo após conquistar cerca de 50 prêmios internacionais, o filme brasileiro O Agente Secreto foi alvo de críticas da revista britânica Far Out, que incluiu o longa na lista de produções consideradas as “mais enganadoras da história do cinema”.
Em publicação divulgada neste domingo (12), o veículo atribuiu nota 6 de 10 ao longa e posicionou a obra em quinto lugar no ranking. Na crítica, a revista descreve o filme como “três horas torturantes de praticamente nada acontecendo”.

Segundo a Far Out, o principal motivo para a escolha estaria no título do filme, que, de acordo com a publicação, sugere uma trama de espionagem nos moldes da franquia 007 — algo distante da proposta real da produção.
“O Agente Secreto enganou completamente todos no cinema com um nome que não faz sentido”, escreveu a revista.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa, indicado a quatro Oscars, já teve seu título defendido publicamente pelo cineasta, que afirmou em diversas ocasiões que a obra nunca pretendeu remeter a filmes de espionagem tradicionais, destacando que o nome possui significados ligados ao contexto histórico e político da narrativa.
Ambientado durante o Carnaval de Recife, em 1977, no período da Ditadura Militar, o filme acompanha Armando, personagem de Wagner Moura, que assume a identidade de Marcelo enquanto tenta escapar da perseguição de um empresário poderoso e de três assassinos contratados.
Apesar da repercussão negativa da crítica britânica, o longa segue sendo uma das produções brasileiras mais premiadas e comentadas no circuito internacional recente.











































