O fim do relacionamento entre a apresentadora Lívia Andrade e o empresário Marcos Araújo, que durou cerca de cinco anos, passou a ter desdobramentos no âmbito judicial nos meses seguintes à separação.
Em outubro do ano passado, aproximadamente dois meses após o término, Lívia registrou um boletim de ocorrência. No documento, ela relatou que passou a enfrentar situações de perseguição, ameaças e intimidações, que teriam começado após o encerramento da relação. Segundo o relato, o comportamento do ex-companheiro teria se alterado de forma significativa nesse período.
No registro policial, a apresentadora também afirmou ter sido vítima de uma tentativa de abuso sexual ocorrida depois da separação. Diante dos episódios narrados, ela declarou sentir medo constante e insegurança, o que a levou a procurar as autoridades. Ela também cobra uma dívida de 2 milhões de dólares (mais de R$ 10,5 milhões na cotação atual).
Com base nas informações apresentadas, Lívia acionou a Justiça e solicitou uma medida protetiva de urgência. O pedido foi analisado e deferido, resultando na concessão da proteção judicial no fim do ano passado.
Em depoimento, a apresentadora afirmou que, durante o relacionamento, não houve episódios de violência. Após o término, ambos decidiram permanecer temporariamente na mesma residência, em quartos separados, até a resolução de questões patrimoniais, já que, inicialmente, a convivência era considerada pacífica.
Esse cenário, no entanto, teria mudado cerca de um mês depois. Lívia passou a relatar sensação constante de intimidação e medo, atribuída a atitudes do ex-companheiro. Entre os pontos citados está a presença de seguranças armados dentro da residência, inclusive em áreas privadas, algo que, segundo ela, não ocorria anteriormente. Questionado sobre o motivo da medida, Marcos não teria apresentado justificativas claras.

O boletim de ocorrência também descreve situações em que a apresentadora passou a suspeitar de que sua rotina estaria sendo monitorada com a participação de seu próprio motorista. Um dos episódios teria ocorrido em um restaurante no Rio de Janeiro, quando o profissional permaneceu nas proximidades fora do horário de trabalho, observando seus movimentos e buscando informações com funcionários.
Outro caso mencionado aconteceu em um aeroporto, quando, após se despedir, o motorista teria entrado na área de embarque e passado a observá-la à distância. Ao ser questionado, ele teria alegado que aguardava apenas para confirmar o embarque. A desconfiança, segundo Lívia, aumentou quando o ex-companheiro demonstrou conhecimento detalhado de sua rotina, incluindo referências a esses episódios.
O registro policial ainda relata um episódio ocorrido em meados de setembro de 2025. De acordo com o depoimento, durante a madrugada, Marcos teria entrado no quarto da apresentadora enquanto ela dormia e tentado iniciar uma relação sexual sem consentimento. Mesmo após ser repelido, ele teria insistido. A partir desse momento, Lívia afirmou que deixou de se sentir segura dentro da própria casa, o que motivou a busca por medidas legais de proteção.











































