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Maurício Meireles reflete sobre desafios e futuro do humor na TV aberta: “Falta coragem”

Maurício Meireles reflete sobre desafios e futuro do humor na TV aberta: "Falta coragem"
Foto: Edu Moraes / Divulgação

Maurício Meireles se tornou um dos nomes mais versáteis da comédia brasileira. Com mais de 15 anos de carreira, ele já transitou entre rádio, televisão e internet, sempre explorando formatos que aproximam humor e improviso.

No último fim de semana, Meireles subiu ao palco do Qualistage, no Rio de Janeiro, para uma noite especial de stand-up. O espetáculo trouxe piadas afiadas, histórias pessoais e improvisos que envolveram a plateia. O público também foi surpreendido por convidados especiais: Ed Gama, Fernanda Paes Leme e Dona Déa, todos “vítimas” do Webbullying.

Em um bate-papo rápido com o Portal POP Mais após o show, o humorista comentou sobre a ligação com o público de sua cidade natal, falou dos bastidores da nova temporada do programa ‘Aberto ao Público’, da TV Globo, e refletiu sobre a importância de dar tempo e coragem para que a comédia volte a ocupar espaço relevante na televisão.

Para ele, a TV precisa de coragem: apostar em programas de humor mesmo sabendo que nem todo mundo vai rir da mesma piada. O segredo, diz, está na persistência: projetos só crescem quando têm espaço para amadurecer.

Entrevista com Maurício Meireles

Você hoje esteve num show aqui no Rio de Janeiro, que é onde você nasceu. Tem alguma diferença entre o público que você encontra pelo Brasil e o público carioca?

“Cara, o Rio de Janeiro é o lugar que eu mais amo fazer show. Não é só porque é o Rio, mas porque é minha casa. Toda a minha base de comédia veio daqui. Cresci vendo meus amigos da escola sacaneando, zoando… Eu sou botafoguense, então as piadas já vinham dali. Minha forma de fazer comédia é muito carioca: essa coisa de dar uma zoada, mas também trazer a pessoa pra perto. São Paulo me deu técnica de escrita, mais “faculdade”, mas o Rio me deu vivência. Por isso os dois lugares são especiais pra mim. E hoje foi incrível ver tanta gente com a camisa do Botafogo, parecia até o estádio.”

Foi anunciado que uma nova temporada do ‘Aberto ao Público’ será lançada ainda este ano. Pode adiantar alguma novidade?

“A primeira temporada foi um teste, a gente não sabia se ia funcionar. Fizemos quatro episódios, vimos o que dava certo, o que precisava melhorar. O público foi nosso termômetro. Agora, na segunda temporada, já conseguimos aprimorar: edição mais calma, mais cuidado no ritmo, sem atropelar. É um processo natural: a terceira vai ser melhor que a segunda, a quarta melhor que a terceira. É assim que funciona na TV. Precisa dar tempo pro produto crescer. Olha o programa da Tatá Werneck: só ficou gigante depois de várias temporadas. Então, não dá pra tirar do ar na primeira crítica. É evolução contínua.”

Como você enxerga hoje o humor na televisão? Se fosse diretor de humor em uma emissora, faria algo diferente do que existe hoje?

“Eu acho que falta humor na TV. E falta coragem. Coragem de apostar em algo sabendo que nem todo mundo vai gostar. Comédia é o gênero mais arriscado: alguém sempre vai se ofender, alguém sempre vai dizer que não riu. E aí muitos projetos morrem por medo da repercussão. Mas o povo gosta de comédia, o povão ri. A gente só precisa de mais espaço e mais tempo pra construir esses programas. Eu mesmo reconheço que a Globo voltou a apostar com Tatá, Fábio Porchat, alguns projetos no SBT também. Mas ainda é pouco. Se tivesse mais coragem, a TV teria muito mais qualidade.”

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Amante do universo do entretenimento, apaixonado por cinema, séries, música e cultura pop. Aqui para trazer notícias, bastidores e curiosidades que todos e querem precisam saber. Especialista em celebridades.

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