Morreu nesta sexta-feira (6), em Cascavel, no oeste do Paraná, a menina Yasmin Amorim, de 12 anos, que lutava contra um câncer agressivo e teve R$ 2,5 milhões desviados de recursos destinados ao seu tratamento. A morte foi confirmada pela família. Yasmin estava internada no Hospital do Câncer de Cascavel.
A criança era portadora de neuroblastoma, um tipo raro e agressivo de câncer infantil. O caso ganhou repercussão nacional após vir à tona o desvio milionário de verbas que deveriam garantir o acesso a medicamentos importados essenciais para o tratamento da paciente.
Em 2024, diante da gravidade do quadro clínico e da inexistência de alternativas terapêuticas no Brasil, a família recorreu à Justiça para assegurar o custeio de medicamentos importados, avaliados em aproximadamente R$ 2,5 milhões. A decisão judicial determinou que o Governo do Paraná arcasse com o fornecimento do fármaco Danyelza, indicado para o tratamento do tipo de câncer enfrentado por Yasmin.
Após a apresentação de três orçamentos, a empresa Blowout Distribuidora, Importação e Exportação Eireli foi selecionada para fornecer os medicamentos. No entanto, segundo as investigações, a empresa subcontratou outra importadora, que não realizou a entrega completa dos remédios.
O hospital recebeu apenas uma ampola do medicamento Danyelza, quando o protocolo médico previa a entrega de seis unidades. Outro remédio essencial, o Leukine, também foi entregue de forma incompleta: das 60 caixas previstas, apenas 10 chegaram, além de versões genéricas que não correspondiam integralmente à prescrição médica.
O caso segue sob apuração, enquanto familiares e entidades cobram responsabilização dos envolvidos. A morte de Yasmin reacende o debate sobre fiscalização de contratos públicos, transparência na área da saúde e a urgência na proteção de pacientes em tratamento de alto custo.











































