A princesa Irene da Grécia morreu aos 83 anos nesta quinta-feira, dia 15, em Madri. A morte foi confirmada por meio de um comunicado oficial divulgado pela Casa Real da Espanha, já que Irene era irmã da rainha emérita Sofia e vivia no Palácio de Zarzuela.
Segundo a nota, o falecimento ocorreu às 11h40. “Suas Majestades o Rei e a Rainha, assim como Sua Majestade a Rainha Sofia, lamentam anunciar o falecimento de Sua Alteza Real, a princesa Irene da Grécia, ocorrido hoje no Palácio de Zarzuela, em Madri”, informou o comunicado repercutido pela revista Hello!.
A morte da princesa acontece poucos dias depois de a rainha Sofia cancelar compromissos oficiais para acompanhar de perto o estado de saúde da irmã, que vinha apresentando um quadro de fragilidade. A causa da morte não foi divulgada oficialmente. Nos últimos anos, a imprensa europeia relatava que Irene enfrentava problemas de saúde, incluindo comprometimento cognitivo. Em 2002, ela chegou a ser diagnosticada com câncer, mas se recuperou.
Uma vida discreta e dedicada ao conhecimento
Filha mais nova do rei Paulo da Grécia e da rainha Frederica, a princesa Irene nasceu em 1942, durante o exílio da família real, na Cidade do Cabo, na África do Sul. Ao longo da vida, nunca se casou e não teve filhos.
Conhecida por seu perfil reservado e pouco ligado aos protocolos da realeza, Irene viveu em diferentes países, como Itália e Índia, acompanhando a mãe em viagens pelo mundo. Nos últimos anos, passou a morar em um apartamento no Palácio de Zarzuela, em Madri, para ficar próxima da irmã, especialmente após a morte da rainha Frederica. Em reconhecimento aos laços estreitos com a monarquia espanhola, ela recebeu a cidadania do país.
A princesa se destacou pelo interesse em áreas diversas, como cultura hindu, espiritualidade, arqueologia, ufologia e música. Pianista talentosa, era descrita por pessoas próximas como alguém de espírito curioso, adaptável e otimista, independentemente das circunstâncias.
Distante do luxo tradicionalmente associado à realeza, Irene levava uma vida simples. Em 1986, fundou uma organização não governamental e doou toda a sua herança à instituição. Sem apego a bens materiais, viveu com o essencial e não deixou fortuna pessoal.









































