O ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann morreu neste domingo (18), aos 77 anos, após uma longa batalha contra o câncer. Ele estava em tratamento havia anos e, nos últimos dias, encontrava-se sob cuidados paliativos. Jungmann chegou a ser internado novamente em um hospital de Brasília neste fim de semana, mas não resistiu às complicações da doença.
Raul Jungmann construiu uma trajetória marcada por atuações relevantes no Poder Executivo e no Legislativo. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, foi ministro do Desenvolvimento Agrário, período em que esteve à frente de políticas de reforma agrária e da mediação de conflitos fundiários no país.
Já no governo Michel Temer, assumiu o Ministério da Defesa, tornando-se um dos civis responsáveis pela condução da pasta que coordena as Forças Armadas. Posteriormente, comandou o então recém-criado Ministério Extraordinário da Segurança Pública, com a missão de articular ações federais de enfrentamento ao crime organizado e de apoio aos estados na área da segurança.
Além da atuação no Executivo, Jungmann foi eleito deputado federal por três mandatos, nos anos de 2002, 2006 e 2014. Reconhecido por um perfil técnico e conciliador, transitou por diferentes governos e concentrou sua atuação em temas como gestão de crises, defesa nacional e segurança pública. Desde 2022, ocupava o cargo de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Autoridades lamentam a morte
Diversas autoridades manifestaram pesar pela morte de Raul Jungmann. O senador Sérgio Moro (União-PR) afirmou que o ex-ministro deixa uma lacuna na vida pública brasileira. “Tive a oportunidade de conhecê-lo na transição de governo de 2018, quando ele, com competência, ocupava o cargo de ministro da Segurança Pública”, declarou.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), lembrou que concedeu a Jungmann uma Moção de Louvor em dezembro passado. Segundo ele, a homenagem reconheceu uma trajetória marcada pelo serviço ao país. “Ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Meus sentimentos aos familiares e amigos”, afirmou.
A ex-senadora Kátia Abreu também prestou homenagem, destacando a inteligência e a importância de Jungmann para o Brasil. O ex-senador Roberto Freire, amigo de juventude do ex-ministro, ressaltou sua competência como parlamentar, gestor público e dirigente na iniciativa privada.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que perdeu um amigo estimado e destacou Jungmann como um dos grandes formuladores do pensamento nacional. Já o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, descreveu o ex-ministro como um homem público de “rara integridade e extraordinária densidade republicana”, destacando sua atuação em defesa do Estado de Direito, do diálogo e da solução racional dos conflitos.











































