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Nove anos sem Amy Winehouse: Confira o impacto da artista na Cultura Pop

Alpha Coders/Reprodução

Hoje completam nove anos que o mundo perdeu a cantora britânica conhecida por misturar gêneros musicais como o soul, o jazz, R&B e ritmos caribenhos, sempre lembrada por seu poderoso e profundo contralto vocal. Amy Winehouse começou sua carreira artística quando ainda era apenas uma adolescente, muito tímida se apresentava em pequenos clubes de Londres. O grande talento da jovem garota despertou o interesse dos representantes das companhias musicais e, como consequência, conseguiu a assinatura de um contrato de gravação.

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Seu legado ficará marcado para sempre na indústria fonográfica global, Amy recebeu o BRIT e ainda conquistou sete gramofones dourados no Grammy’s. Relembre conosco um pouco da história dessa pequena gigante do soul:

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Amy Winehouse, ícone da alta moda internacional

Além de ser lembrada por seu penteado inspirado dos anos 1950, chamado beehive, ela estava sempre com seu forte delineador que remetia à Cleópatra inspirado pelas Ronettes, o piercing acima do lábio com menção para a musa do cinema Marilyn Monroe. Amy também fez treze tatuagens que completava seu estilo único na indústria da música, inclusive sua primeira tatuagem foi uma Betty Boop em seu bumbum. E foi em 2008 que a cantora apareceu na lista “Pessoas Mais Influentes da Moda na Inglaterra”, publicada pela The Evening Standard.

WUNC/Reprodução

“Quando retornou para Londres, Amy falou-me empolgada sobre algumas garotas latino-americanas que viu em Miami e sobre como ela gostaria de misturar o visual delas — grossas sobrancelhas, forte sombra para olhos e vívido batom vermelho — à sua paixão dos anos 1960, o beehive” Revelou Mitch Winehouse, em sua biografia, sobre as inspirações do visual de Amy.

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Certa vez, a jovem descreveu a altura do seu penteado como um reflexo de seu nervosismo nos palcos. “Quanto mais nervosa eu estou, mais alto tem de ser o meu beehive”. Ela também costumava incluir acessórios em seu cabelo volumoso, como flores e lenços, um dos adornos mais lembrados é um coração estampado com palavra “Blake”, o nome de seu grande amor.

Apesar de Amy Winehouse ter sido influência para grandes marcas da moda, como Chanel e Dior, os seus vícios logo transformaram a imagem dela em um estilo desgrenhado e sua aparência foi completamente difamada por tabloides sensacionalistas. Por ironia da mídia, a mesma NME que a listou como “Mais Popular” em 2006, colocou a cantora na lista de “Pior Estilo” em 2007 e fazendo o mesmo no ano a seguir.

Wallup/Reprodução

Já no ano de 2010, a cantora lançou uma linha de roupas em parceria com a marca Fred Perry. Foram dezessete peças desenhadas pela própria e inspiradas na moda dos anos 50, hoje sendo item de desejo de milhares de fashionistas e colecionadores no mundo todo.

A voz da nova geração do soul foi a inspiração máxima para Jean Paul Gaultier, ganhando uma coleção na Paris Fashion Week. “Amy Winehouse foi um verdadeiro ícone de estilo! O que ela representa, acima de tudo, é singularidade. Tanto musicalmente quanto em sua maneira de vestir-se, ela reuniu um grande número de influências para moldar o seu estilo” Declarou o prestigiado e renomado estilista Gaultier.

A Cleópatra da nova geração chama-se Amy Winehouse

Todos os críticos especializados em música reconhecem Amy Winehouse como a responsável por resgatar estilos antigos e revigorar a música britânica, isso é um fato. A cantora que vem desde a sua estreia com álbum ‘Frank’, foi aclamada e consagrada pela imprensa, juntamente com Jamie Cullum e Katie Melua, como um dos jovens músicos que estão por trás renascimento do jazz no cenário musical do Reino Unido, mas foi com ‘Back to Black’ que Winehouse resgatou a música soul e desencadeou a revitalização do gênero que moldou toda indústria dos anos 2000.

Segundo os especialistas, a aclamação comercial conquistada por Amy fez que diversas gravadoras musicais passassem a procurar por cantores de soul. Os primeiros desses artistas foram Adele e Duffy, seguidos por Paloma Faith e Gabriella Cilmi. Por consequência disso, outras cantoras britânicas receberam atenção por parte dos representantes de gravadores mesmo não interpretando gênero do soul, como por exemplo VV Brown, Pixie Lott, Kate Nash, a aclamada Florence + The Machine, La Roux e Little Boots.

Dan Cairns, o repórter do The Times, referiu-se ao surgimento dessas cantoras como “ondas pós-Winehouse” e afirmou que essas artistas foram beneficiadas pela aceitação do público com ‘Back to Black’.

MTV/Reprodução

O jornal The Independent afirmou a importância da cantora para a cultura pop contemporânea: “Não só a voz de Amy era impecável mas também a sua capacidade de composição era incrível. Ela fez com que fosse possível uma mulher ter sucesso na indústria musical e originou milhões de imitações — pensem em Duffy —, mas pensem também em todas aquelas talentosas e maravilhosas mulheres como Florence Welch. Adele vendeu algo como dois álbuns por minuto, este ano. Acham que sem Winehouse a teriam contratado para um segundo álbum?”.

Embora Joss Stone tenha sido a pioneira com o seu álbum ‘The Soul Sessions’, como observou o The Daily Voice, Stone não conseguiu fazer o mesmo que Winehouse. ‘Back To Black’ obteve êxito nas tabelas pop com música soul em diversas regiões do globo.

Em 2010, o rapper Jay-Z afirmou em entrevista à rádio BBC que Amy revigorou o cenário musical, declarando: “Há uma forte pressão vinda de Londres neste momento, o que é ótimo. Imagino que ela existe desde a época da Amy Winehouse. Quer dizer, desde sempre, mas eu penso que este novo ímpeto teria sido provocado por ela”. Já a Spin, frisou a influência exercida pela cantora sobre Adele, Corinne Bailey Rae, Eliza Doolittle, entre outras artistas femininas britânicas, afirmando em matéria que Amy Winehouse foi o momento nirvana para toda as cantoras vieram depois dela, tanto em estilo musical, moda e atitudes.

hdw7/Reprodução

“Se não fosse Amy e ‘Frank’, eu não teria pegado numa guitarra, não teria composto ‘Daydreamer’ ou ‘Hometown’… E compus a ‘Someone Like You’ na guitarra também. Se eu não tivesse ouvido o ‘Frank’ isto não teria acontecido”, confidenciou Adele.

Lana Del Rey revelou admirar a “autenticidade inflexível” da cantora irreverente de voz forte com músicas sinceras. Já Lady Gaga atribuiu que a mudança a que assistiu-se no mercado mainstream e a aceitação do público em relação a artistas que não são convencionais, dizendo: “Amy mudou a música pop para sempre, representou uma espécie de ‘gripe’ para a música pop. E todos têm um pouco de ‘gripe’ e apaixonaram-se por Amy Winehouse. E, agora, quando aparecem outros tipos de ‘gripe’, são menos intolerantes”.

Youtube/Reprodução

O também britânico Sam Smith, revelou que Amy Winehouse foi uma das primeiras cantoras que o impactou, sendo ‘Frank’ um dos álbuns que o moldaram sua visão como artista. A musicista Florence Welch também revelou ser motivada por ela depois de assistir a uma de suas primeiras apresentações no emblemático festival Glastonbury.

Legado que Amy Winehouse deixou para próximas as gerações

Amy Winehouse lançou apenas dois álbuns de estúdio, o debute ‘Frank’ e o memorável ‘Back to Black’. Além de três EPs e um álbum ao vivo em vídeo ‘I Told You I Was Trouble: Live in London’. Após o falecimento trágico da cantora, em 2011, foi compilado o disco ‘Lioness: Hidden Treasures’ com mais de 2,4 milhões de cópias comercializaras em todo o mundo já no seu ano de lançamento. No total, as suas vendas de discos são avaliadas em mais de 25 milhões de discos distribuídos no mundo. ‘Back to Black’ representa 80% desse total, com vinte milhões de unidades comercializadas. No Brasil, as vendas totais ultrapassam as 700 mil cópias, tornou-se uma das recordistas de vendas no território brasileiro, inclusive, foi a cantora estrangeira que mais vendeu discos no país entre os anos 2008 e 2009, estando à frente de Beyoncé e Rihanna.

Amy lançou 15 singles, incluindo 4 como convidada e três póstumos. ‘Rehab’, ‘Back To Black’‘Valerie’ são suas canções mais bem sucedidas nas paradas musicais. As três canções juntas venderam mais de 1,3 milhões de unidades apenas no Reino Unido. Até 2012, haviam sido comercializadas mais de 4,5 milhões singles nos Estados Unidos.

Mundialmente, foram mais de 40 milhões de discos e singles comercializados pela nossa eterna musa do Soul, que infelizmente não está mais entre nós. Porém sua música, sua arte e sua excentricidade vão viver para sempre na história.

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